Quinta-feira, 20 de Setembro de 2007

Desafio nº1 - Quantas de nós fazemos aquilo que sonhamos um dia?

Ou melhor dizendo, quantas de nós se levanta de manhã feliz com o dia que tem pela frente, na expectativa do que vai acontecer?


A verdade é que perante a crise instalada no nosso Pais, limitamo-nos a contentar ou mesmo a darmo-nos por muito felizes por termos um trabalho. Só e apenas isso.

A competição é desumana, começa desde muito cedo e parece não acabar nunca. A competição no trabalho, nas relações pessoais, nas amizades, nos bens que se possuem.

Nunca existiu tanta oferta de tudo. O consumismo consome-nos e muitas vezes, nem que seja na loja do chinês, acabamos por encontrar sempre alguma coisa para comprar. Que não precisamos mas que nos proporciona durante breves minutos uma evasão do dia-a-dia.

Vivemos uma só vida.


E posso garantir-vos que, quando a idade avança, ter mais um carro ou não, uma casa maior ou não, não nos aquece a alma nem as recordações do que podia ter sido e não foi.

Claro que tudo isto é muito bonito mas as contas, as prestações, o peso da realidade cai-nos em cima como uma trovoada, todos os meses, sem apelo nem agravo.


Mas volto à minha pergunta. Quantas de nós tivemos um dia um sonho, de que já nem nos lembramos bem, não queremos pensar nisso porque só dificulta a nossa vida.

Mas terá que ser assim?


Não será possível a ousadia de levantar voo e tentar, pelo menos tentar, chegar a esse lugar secreto que guardamos escondido no nosso coração?

Encontro relatos de mulheres que deram a volta à vida e começaram de novo.
Muitas vezes, é na união de objectivos e esforços que o conseguem.
E se não podemos largar o trabalho que nos paga as contas, porque não tentar encontrar um caminho para esse tal sonho do passado?


Esta semana deixo-vos um desafio.
Peguem num papel e numa caneta, de preferência quando finalmente a cada estiver em silêncio e escrevem o que sonharam ser, fazer.

Pode parecer estúpido mas é um excelente exercício. As palavras escritas são poderosas!

Depois, escrevam também porque foi e é impossível concretizar esse sonho. E se não se recordar de um único, aproveite para abrir o seu coração e imaginar o que faria se tivesse liberdade de escolha.


Guarde o papel. Para a semana volto a falar consigo.

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publicado por Luísa Castel-Branco às 11:08
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Vox pop - E viva Campo de Ourique e as histórias felizes!

Fui lá armada em esperta. A intenção era saberm se aquelas mulheres que ali trabalhavam no Mercado de Campo de Ourique tinham sequer sabido da comemoração do Dia Internacional da Mulher.

E não é que todas, apenas uma excepção, tinham recebido presentes, eram casadas há mais anos do que imaginamos que ainda existam casamentos em Lisboa ?!

Toma lá Luísa para aprenderes!

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