Terça-feira, 20 de Janeiro de 2009

Sobreviver a 2009

 
 

Recordo há trinta anos quando o meu primeiro filho nasceu o quanto era difícil comprar leite, iogurtes, uma simples banana.

Não existiam casas para arrendar e estávamos longe do crédito bancário que mais tarde iria permitir a tantos comprar casa.

Recordo-me da falta de gasolina, das greves gerais dos transportes colectivos. Da inflação inacreditavelmente alta, do FMI que por aí entrou, da falta de trabalho.

Não existiam então fraldas descartáveis e, por isso, muitas mulheres, tal como eu lavávamos as de pano à mão, muitas vezes na banheira e secavam no aquecimento porque eram poucas.

Lembro-me de juntar soja à carne para fazer esticar as refeições, três filhos era obra! Anos consecutivos em que não havia dinheiro para férias, porque era preciso pagar os ATL quando as aulas terminavam.

A roupa que vinha dos primos mais velhos e depois era usada pelos mais novos, até não aguentar mais. Os sapatos de ténis que tinham vida curta, e eram substituídos pelos mais baratos que havia numa loja ali no Calvário.

Enfim, houve seguramente quem tivesse um vida mais fácil e quem a tivesse muito mais difícil. Tudo isto me veio à memória perante a tão anunciada crise para este ano. Para os mais jovens que não viveram esses anos de sufoco, deixo aqui um testemunho: O instinto de sobrevivência leva-nos a ultrapassar as maiores dificuldades.

A verdadeira questão não está em se vamos ou não conseguir sobreviver a 2009, mas sim, que seres humanos vamos ser depois. É fácil cair na revolta, na amargura.

Difícil mesmo é ter a coragem de encarar a vida tal como ela é: um desafio permanente.

Luisa
in Destak 13 | 01 | 2009  
publicado por Luísa Castel-Branco às 11:56
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Quarta-feira, 7 de Janeiro de 2009

coisas q eu quero mudar em 2008

 

 

Adorei esta lista porque se fizesse uma seria assim por isso vou adopta-la e ainda só tenho 43.
O ponto 3 é o meu ponto fraco imensos projectos começados e nunca terminados eu acrescentaria concentrar-me apenas num para ter a certeza que vou termina-lo, embora eu ontem já escrevi na minha agenda dois.
No ponto 8 quanto à amizade não tenho problemas deixei-me de orgulhos, - AÍ NÃO ME TELEFONAS, TELEFONO-TE EU.
o amor é mais complicado.
 
um abraço
 
Cecília
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publicado por Luísa Castel-Branco às 16:43
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Vox pop - E viva Campo de Ourique e as histórias felizes!

Fui lá armada em esperta. A intenção era saberm se aquelas mulheres que ali trabalhavam no Mercado de Campo de Ourique tinham sequer sabido da comemoração do Dia Internacional da Mulher.

E não é que todas, apenas uma excepção, tinham recebido presentes, eram casadas há mais anos do que imaginamos que ainda existam casamentos em Lisboa ?!

Toma lá Luísa para aprenderes!

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