Segunda-feira, 23 de Junho de 2008

Será que una boa relação sexual vale tudo?

Dª Luisa

 

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 Andava por aqui a vaguear e dei com o seu blog e como "especialista em coisa nenhuma" gostaria de desabafar um pouco com alguém já que não tenho ninguém que tenha um ombro disponível neste momento.

Comecei a "andar" como se diz agora com uma pessoa mais nova que eu uns oito anos, eu tenho 44, pouco o conheci-a e sei que foi tudo demasiado rápido. Hoje vejo que foi mais uma cabeçada que dei e vou dar todos os dias até que me consiga acabar com tudo.

Estou com a minha auto estima completamente em baixo, tem dias que olho para mim e pergunto o que anda ele a fazer comigo, talvez para compreender melhor de inicio ouvi coisas como: "Ai ficas melhor de calças do que de saias! (eu uso mini saia que até acho que me ficam bem), chegou a dizer-me que o meu cabelo molhado ( que eu não seco o cabelo ) parecia um rato, repara em tudo pela negativa (cabelos brancos....mas quando os pinto, só lhe ocorre dizer: pintaste o cabelo?).

Nomes "fofos" como gordinha (simmmm eu sei que tenho pneu e barriga! ) e lontra, para ele são adjectivos que eu tenho que compreender que são maneiras carinhosas de tratar a pessoa de quem se gosta.

Não me considero uma pessoa assim tão gordinha, tenho 1,70 e 65 kg.

Cada dia que passa mais zangas temos, aliás não passamos um dia sem as ter, eu sei que lhe dou cabo do juízo mas ele está comigo e olha para tudo que mexe, repara em tudo parece uma criança na fase da curiosidade e escusado será dizer que quando o apanho a olhar e é para uma mulher vai de sair o meu mau feitio!!!!

porque eu sei que ele está a apreciar já que passa a vida a olhar para tudo.

Estou farta!!!!! cansada, tem alturas que olho para ele e penso: mas quem é este gajo para dizer mal de mim quando ele nem fisicamente não vai longe, tem barriga!!! pneu!!! e uma coisa torta que não vou dizer o nome!!!.?

Gostava de ter um homem ao meu lado com quem pudesse conversar, não só para ter sexo, nisso entendemos-nos muito bem mas não me chega! Quero FALAR, DESABAFAR, ouvir..... ele brinca : ( faz gracinhas, fala comigo como se eu fosse o filho, tem dias que eu penso vou acabar com isto!

mas depois não tenho coragem porque gosto dele.

Faço o que com os meus ciumes? aiiiii que nervos.

E muitos mais tinha para contar mas não vou maçar mais.

Obrigada e beijo grande para si.

Ana

 

 

 

Ana,

Pode não acreditar mas invariavelmente, as mulheres infelizes, falo daquelas que podem sair de uma relação por vontade própria, têm geralmente um ponto em comum, dão-se sexualmente muito bem com os respectivos parceiros.

Sendo assim, a primeira pergunta a fazer é o que é mais importante para si, o número de orgasmos ou o seu respeito próprio?

Não entenda aqui uma observação negativa da minha parte. Já tenho idade suficiente para ter apreendido que existem mulheres que necessitam de sexo muito mais do que outras.

Por outro lado, lamento dizer-lhe que nenhum dos casos e são muitos que vi ao longo dos anos acabou bem.

Porque numa relação, o que temos que saber é se a outra pessoa nos faz bem, se  faz-nos sentir bem connoscos mesmas, se nos apoia nos nossos sonhos e nos ama mesmo conhecendo os nossos defeitos.

 

A todas estas perguntas, o seu texto leva-me a concluir que não, que essa pessoa não lhe traz felicidade.

Depois no que diz respeito aos ciúmes, eles existem dentro de todos nós, mas devem ser doseados.

Se você estiver constantemente a cobrar o que faz, para quem olha, a vida é um inferno.

Mas será que isso aconteceria se ele a estimasse em actos e palavras?

Sei o quanto é difícil estar só. Sei-o por experiência própria mas o ditado "mais vale só que mal acompanhada" continua a ser verdadeiro.

A Ana tem nas suas mãos a decisão do que vai ser a sua vida.

Se quer contentar-se com alguém como esse homem, então não se queixe porque é a sua opção, nada mais.

Tenha em mente uma frase publicitária de há anos atrás: Se eu não gostar de mim, quem gostará?

Ó nosso mal, querida Ana, de todas nós, é que nos contentamos com pouco com medo de enfrentar o desconhecido!

Volte sempre e até lá, tenha uma boa vida!

publicado por Luísa Castel-Branco às 10:42
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9 comentários:
De jose mendonça a 24 de Junho de 2008 às 11:45
Lamento dizer que a Ana alem de ter uma estima pessoal muito baixa, com essa relação procura cobrir uma ferida que ainda não cicatrizou de uma relação anterior.
Sera que alem de mamite que esse senhor tem, não será que haverá algum interesso económico ou de segurança no meio disso tudo.
sugeria a Ana que lhe propusesse matrimónio para ver a reacção desse Senhor


De Philip a 25 de Junho de 2008 às 01:47
No início pensei em não comentar, porque é um texto muito pessoal, mas não resisti.

Pois aqui vai: Primeiro, ninguém, homem ou mulher, se deve sentir miserável devido/por outrem , se assim acontece existem sempre duas opções (continuar a ser miserável ou sair pela mesma porta que entrou e sair de cabeça erguida e esperar por alguém que lhe dê valor).
Segundo, essa pessoa realmente merece? E você merece? Não me parece.
Terceiro, temos de saber admitir quando a relação não tem futuro, não é complicado... apenas é doloroso.
Quarto, citando "Ó nosso mal, querida Ana, de todas nós, é que nos contentamos com pouco com medo de enfrentar o desconhecido!", está na altura de mudar isso, nós não nos devemos contentar com o pouco, nós temos direito ao melhor e só com o melhor nos podemos contentar!
Quinto, está na altura de olhar para si e de mudar a forma como pensa acerca de si mesmo, porque se não se dá valor a si própria, como espera que ele lhe dê valor? Quer um truque? Mude de visual, tire um dia só para si, oiça música e cante, olhe-se ao espelho e diga que é bonita e que gosta daquilo que vê.

P.S. - Peço imensa desculpa por esta invasão, mas se há algo que me faz imensa confusão são mulheres ou homens (principalmente as mulheres) que fazem tudo por tudo para que a relação dê certo, matam, esfolam, aleijam (a si próprio obviamente), quando a outra pessoa nem sequer se dá ao trabalho.

Melhores cumprimentos e peço desculpa se fui demasiado incompreensível. Mas não é difícil, apenas doloroso.


De Daniel a 25 de Junho de 2008 às 18:16
Que opinião tão ponderada e correcta.

Na verdade, nós temos q amar as pessoas como elas são. Temos que amar o pacote todo, pois n podemos amar so algumas coisas. Não existem pessoas perfeitas, nunca existiram nem nunca existirão.

No entanto, quando se chega ao cúmulo de que uma das pessoas está desconfortável na relação, deve tentar expor o caso como dois adultos q o são e chegar a um acordo de modo a não se gladiarem mutuamente.

Caso a situação seja extrema e não haja vontade de ambas as partes de um ceder nisto e outro ceder um bocadinho naquilo, então e, como diz a Luísa... "Antes só que mal acompanhada".


De Philip a 26 de Junho de 2008 às 17:09
Exactamente.


De diariodeumamulhermadura a 26 de Junho de 2008 às 10:24
adorei tanto a questão como o comentário/resposta. acho que é isso mesmo que precisar. falar!

beijinhos


De Adoa a 26 de Junho de 2008 às 14:48
Na vida temos de contar primeiro connosco próprios. A primeira pessoa que temos de Amar somos nós! Com isto não quero dizer que temos de ser egoístas ou de olhar apenas para o nosso umbigo, não, quero dizer que temos de sentir-nos bem na nossa pele, com a nossa consciência, actos, etc. Depois, ao olhar para quem está à nossa volta, temos de ver que estamos a fazer de certo ou de errado. Tentar mudar, sempre para melhor.
Temos de saber escolher as nossas lutas. Há lutas que não vale a pena perdermos tempo com elas, se isso acontece, para quê continuar?
A vida é tão curta, curta demais para perdermos tempo sendo infelizes!
Carpe Diem ! Carpe Noctem ! Carpe TUDO!

Temos de arranjar mais desculpas para sermos felizes, estamos sempre a arranjar as que nos põem tristes e infelizes... para quê?

A felicidade depende de cada um de nós. Não depende da maneira como outra pessoa nos ama ou não porque somos nós que temos o poder de deixar sermos bem ou mal amad@s .

Temos de tomar a nossa própria vida nas nossas mãos.

Fazendo isto, não damos o poder aos outros de nos fazer infelizes embora sempre nos possam fazer felizes. NÓS PODEMOS ESCOLHER SER FELIZES!

DEVEMOS OUSAR SÊ-LO!
ESTÁ NAS NOSSAS MÃOS!
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Na vida temos de contar primeiro connosco próprios. A primeira pessoa que temos de Amar somos nós! Com isto não quero dizer que temos de ser egoístas ou de olhar apenas para o nosso umbigo, não, quero dizer que temos de sentir-nos bem na nossa pele, com a nossa consciência, actos, etc. Depois, ao olhar para quem está à nossa volta, temos de ver que estamos a fazer de certo ou de errado. Tentar mudar, sempre para melhor. <BR>Temos de saber escolher as nossas lutas. Há lutas que não vale a pena perdermos tempo com elas, se isso acontece, para quê continuar? <BR>A vida é tão curta, curta demais para perdermos tempo sendo infelizes! <BR>Carpe Diem ! Carpe Noctem ! Carpe TUDO! <BR><BR>Temos de arranjar mais desculpas para sermos felizes, estamos sempre a arranjar as que nos põem tristes e infelizes... para quê? <BR><BR>A felicidade depende de cada um de nós. Não depende da maneira como outra pessoa nos ama ou não porque somos nós que temos o poder de deixar sermos bem ou mal amad@s . <BR><BR>Temos de tomar a nossa própria vida nas nossas mãos. <BR><BR>Fazendo isto, não damos o poder aos outros de nos fazer infelizes embora sempre nos possam fazer felizes. NÓS PODEMOS ESCOLHER SER FELIZES! <BR><BR>DEVEMOS OUSAR SÊ-LO! <BR>ESTÁ NAS NOSSAS MÃOS! <BR><BR class=incorrect name="incorrect" <a>CARAMBAS</A> AGARREM AS VOSSAS VIDAS PELOS "CORNOS". <BR>FAÇAM-NO HOJE... AMANHÃ PODE SER TARDE... <BR><BR>VAMOS! CORAGEM!


De Narrador a 27 de Junho de 2008 às 15:14
Não existem boas ou más escolhas. O que existe, são as consequências que delas resultam e que nos podem ser convenientes ou não. Dedicar tempo a nós próprios é uma arte e dela nasce a auto-estima, tão importante para seguirmos a caminhada...


De Ana a 28 de Junho de 2008 às 00:22
Boa noite Dª Luisa
Após não ter vindo aqui durante uns dois dias, fiquei bastante sensibilizada com o seu comentário, assim como com os outros que foram deixados e que li com muita atenção e agradeço também desde já.
Tudo o que li é tudo aquilo que eu penso, mas que faltava a coragem para fazer, digo faltava porque penso que hoje tive o ultimo "combate".
Faltava o Vosso empurrão, estou aqui a chorar baba e ranho e espero que consiga, que tenha forças para que tenha sido mesmo o ultimo.
Tenho vivido estes ultimos tempos a tomar o que chamo comprimidos de paciencia assim que precinto que vamos discutir e cada vez mais sinto que me falta a memoria presente, estou com saudades dele e ainda não passou nem uma hora :(
Vou.me deitar obrigada e desculpe
Ana


De marisol a 30 de Junho de 2008 às 15:49
Olá,

vir aki passear é quase, quase, como ir tomar café...com a diferença de que aqui o café não sai queimado... :D

É realmente, como alguém escreveu, um desabafo algo muito pessoal e peço perdão por dar uma palavrinha acerca deste asunto... corro o risco de passar por intrometida..

Srª Ana, para si aqui vão palavras de força e coragem! O que não nos mata, torma-nos mais fortes! Não se lembre só das "coisas" boas dessa relação, mas também não as apague do coração. Do mesmo modo, não enfatize as más. Ambas as partes, trazem liçoes de vida e para a vida, cabe-nos a nós e a cada um tirar as devidas ilações! E se as coisas más não fazem da relação um balanço positivo então a vida continua...sem essa pessoa...pode parecer impossivel, mas é verdade... por agora doi esquecer, mas com o tempo isso passa, e quem sabe se não aparecerá alguem para a fazer verdadeiramente feliz e a "tratar" como merece??? A esperança nunca morre, é no futuro e para o futuro que se deve olhar...do passado ficam as lições e no presente tenta-se não cair nos mesmos erros... claro que convem reflectir sobre o passado, para ver os erros, aprednder liçoes...como se diz..."fechar para balanço"...como se fossemos uma loja...lol...mas numa coisa a expressão se aplica: a nossa maior empresa é a nossa vida! O k se administra são os sentimentos, coisas imaterias... apenas não devemos é ficar "fechadas para balanço" eternamente... isso é ficar fechada para o amor...

Hoje em dia (quer dizer antigamente também não sei, porque não estava cá para ver) as relações não são para sempre. Duram o que têm de durar, quando se deixa de ser feliz cada um segue o seu caminho...não é que se desista à primeira do amor, nada disso, apenas as Mulheres deixaram de aturar tudo aos Homens... como diz uma colega minha: "A emancipação da Mulher é uma coisa F...." (peço perdão pelos piiiii, mas é a melhor expressão que conheço, pq foi e continua a ser "o 25 de abril da sociedade moderna!").

Por tudo isto, minha cara, aceite o concelho desta jovem (bem, não tão jovem assim): admita apenas que a tratem como a uma rainha, com tudo a que tem direito... e claro faça o mesmo com quem a mereçer! tudo isto dentro dos limites de cada 1 e não me refiro só a coisas materiais. Não interessa o tempo que durar, afinal não é o tempo que define a intensidade do sentimento!

E sim, chore! Chore...lave a alma, mas depois levante a cabeça, lave a cara e vá para a praia... pode ser que encontre 1 principe à beira-mar...afinal eles podem já não ter cavalos, mas nós tambem já não estamos adormecidas em castelos... a tradição hoje mais que nunca, já não o que era... :)

Um abraço, desta intrometida!


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Vox pop - E viva Campo de Ourique e as histórias felizes!

Fui lá armada em esperta. A intenção era saberm se aquelas mulheres que ali trabalhavam no Mercado de Campo de Ourique tinham sequer sabido da comemoração do Dia Internacional da Mulher.

E não é que todas, apenas uma excepção, tinham recebido presentes, eram casadas há mais anos do que imaginamos que ainda existam casamentos em Lisboa ?!

Toma lá Luísa para aprenderes!

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