Terça-feira, 1 de Julho de 2008

A vida normal de uma mulher

sofia G. disse sobre Desafio nº12 – Vamos falar de sexo? na Segunda-feira, 30 de Junho de 2008 às 15:28

 

Olá!

Este desafio é sem dúvida muito interessante. Sou mãe de um menino e desde que o meu filho nasceu a nossa rotina (minha e do meu marido) mudou drásticamante.
Lógicamente, não me arrepende de ter tido um filho, ainda mais que este filho foi planeado e muito desejado.
Acordo às 06h, saio de casa ás 7:45, deixo o meu filho na creche, deixo o meu marido no trabalho e vou trabalhar. Saio da empresa ás 18h00, vou buscar o meu filho, vou buscar o meu marido, vamos ao supermercado (para compras diárias), chego a casa tenho tudo muito desarrumado. Queremos brincar um pouco com o nosso filho. "Domésticamente" tenho que dar um jeito à casa, para manter a coisa minimamente habitável. Marido dá banho ao meu filho, eu preparo o jantar, ponho roupa a lavar, ponho roupa a secar. Tentamos adormecer o meu filho (o que é cada vez mais tarde). Finalmente está a dormir, jantamos.. São 23h e qualquer coisa... fazer amor? Sinceramente, nem sempre tenho disposição. O cansaço vence-me.

O blog é muito interessante, continue.

 

 

 

Sofia,

Transcrevi o seu comentário por ser um exemplo igual de tantas e tantas mulheres que por aqui passam.

Quando pensamos na baixa natalidade no nosso pais e respectivo envelhecimento da população, as razões são por demais evidentes.

O aumento do custo de vida torna a decisão de ter um filho numa prova de esforço financeiro.

E com a falta de apoios que existem, ter mais do que um filho começa a ser verdadeiramente difícil.

Gostava de saber, quando a Sofia e o seu marido caiem na cama, se conseguem sequer conversar, quanto mais!

E claro que o tempo, sinto muito dizê-lo, não vai trazer acalmia bem pelo contrário.

Acredite que esta é uma óptima fase, porque quando ele chegar à idade de sair à noite com os amigos, garanto-lhe que você não prega olho!

Mas, tudo vale a pena por um filho, disso eu tenho a certeza.

Só que momentos a dois, clima mais intimo e algo mais torna-se muito complicado.

Pelo cansaço, depois pela rotina mais o cansaço, depois juntam-se todos os problemas materiais.

Não se esqueça nunca, minha amiga, que é igual para toda a gente.

E que os poucos que têm dinheiro para conhecerem outro tipo de vida, nem por isso são mais felizes ou têm relações mais duradouras.

Um grande abraço e de vez em quando peça a uma das avós para o seu filho pernoitar lá em casa. Se puder, claro!

 

publicado por Luísa Castel-Branco às 15:29
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3 comentários:
De marisol a 3 de Julho de 2008 às 17:01
Olá!

Hoje venho por lenha na fogueira...

Toda a gente quer bébes...mas esquecem-se de que os jovens não têm condições para os terem...quer condiçoes economicas, quer emocionais... por um filho no mundo é facil, até existe 1 escritor que diz que bastam 11 minutos...

O dificil é cria-los, educa-los, dar-lhes principios sólidos que façam das crianças de hoje adultos decentes amanha! tudo isso exige tempo, muito tempo aos pais. tempo esse que os pais não têm porque estão a trabalhar os 2... a tudo isto ainda há a questão material: os €€€!!!

Analizando o decorrer dos tempos: até à pouco tempo a mulher ficava em casa a cuidar dos filhos o homem trazia o dinheiro para o sustento da familia. Actualmente trabalham fora de casa ambos os membros do casal (por necessidade economica, ou por opção); Assim sendo se o casal fizer os filhos quem cuidará deles??? Já sei a resposta: os "depositos" de bébés (leia-se infantários)!!! e estes "depositos" existem até à idade adulta dos supostos bébes...então como é? Anda-se a fazer filhos para os outros criarem e educarem é? O que serão esses filhos criados assim? Serão meros adornos decorativos do casamento... tipo robots em carne humana... para denotar um suposto casamento saudavél? E que adultos se tornaram? E em que tipo de pais nos transforma???Poderemos dizer que educamos os nossos filhos??? A esta ultima pergunta axo que a resposta é não...

Fui educada à "moda antiga" a minha mae estava em casa, trabalhava por conta propria mas tinha tempo mais que suficiente para me pôr na linha...tive uma infancia fantastica, daquelas impossiveis de uma criança ter hoje em dia. Axo k a minha mae fez um bom trabalho (não estou a ser gabarolas, a serio que penso isto). Como tal, acho que é este tipo de educação que deveria prevalecer.

Infelizmente hoje em dia simplesmente não dá! Ou porque se precisa de dinheiro, ou porque nehum dos membros do casal quer abdicar da vida profissional! Assim sendo, se é para fazer bébes que depois não podemos educar para quê te-los? Adornos? as bijuterias são mais baratas e dão menos problemas...

Repare-se que contra mim falo! não estou disposta a abdicar de uma carreira para educar filhos, mesmo que não precise do dinheiro. E contudo se os tivesse queria dar-lhes o mesmo tipo de educação que tive!

Quer dizer hoje em dia o que vejo é: as crianças já não bricam sem adultos por perto; Já não vão e vêm da escola sem ser com adultos... alias não fazem nada sem adultos! A isto eu chamo de super protecção... por outro lado ficam até ao horário limite na escola com adultos que os pais mal conhecem... com sorte reunem-se com esses adultos 3 vezes num ano, para saberem a avaliaçao dos filhos! Basicamente os pais transferem as suas responsabilidades a pessoas que mal conhecem... depois adimaram-se da violencia nas escolas??? Eu não, afinal as crianças testam os limites até onde podem ir com esses adultos, do mesmo modo que o fariam com os pais... a diferença é k os pais mal os veêm... e esse adultos (a que até se chamam de educadores!) não podem sequer levantar a mão!

Por tudo isto, eu e não devo ser a unica a pensar assim, não quero filhos. Não quero transferir a minha responsabilidade de mãe para uma escola, não quero que nasça de mim um bebe que se transforme numa criança mal comportada, um adolescente problemático e tão pouco num adulto sem escrupulos...tudo porque eu não o eduquei da melhor maneira que penso ser! Já o ditado diz: "quem quer bem feito faz, quem não quer manda!"

Agora venham as "desancas"... sim sei que me fartei de "picar" as mães de Portugal... apenas peço que me convençam que estou errada! É que a minha mãe tambem quer um neto meu e eu enquanto não me derem argumentos válidos do contrário do que digo, será dificl po-lo no mundo...

Abraços,
Marisol


De Adoa a 8 de Julho de 2008 às 07:25
No outro dia tive uma discussão muito interessante com um tio meu.
Ele dizia que agora os casais são muito egoístas e não querem ter filhos. Fiquei a olhar para ele, muito admirada, claro.
Eu sou solteira e não tenho filhos mas sei o que passam os casais que querem tê-los e não podem.

Sei porque hoje em dia é muito difícil ter estabilidade financeira, no trabalho e consequentemente amorosa, sim porque acaba por influenciar nos lençóis a vivência fora de portas.

E depois, mesmo que alguma estabilidade no campo profissional, as horas a que estamos todos sujeitos para trabalhar muitas vezes não são compatíveis com uma criança ou bebé, acabando grande parte das vezes por serem os infantários a educarem as crianças tendo eles o papel que deveriam ter os pais.

Outro problema são os preços proibitivos desses mesmos infantários... Os avós trabalham e não podem ficar com os netos. Antigamente eram os avós que cuidavam dos netos, agora com as reformas cada vez mais tardias...

Enfim, para que vou ter eu um bebé se não o vou poder desfrutar nem criá-lo para que tenha os meus valores e não os valores desta sociedade com a qual não concordo nada e está cada vez mais "podre"?


De Sofia N. a 10 de Julho de 2008 às 14:38
Olá a todas e a todos!

Ao ler os vossos comentários em relação á pergunta: "Vamos falar de sexo?" fiquei um bocadinho ... indignada! Ora vamos lá ver, a pergunta era "vamos falar de sexo" e não "vamos falar de filhos!" Entendo perfeitamente o rumo da conversa pois sou mão , actualmente solteira, de um pinguim de 20 meses! Também posso partilhar com as senhoras que de facto a vida sexual não era vida, era quase a morte sexual HAHAHA ! Era de todo impraticável chegar a casa ás 20.30, dar banho e jantar ao meu filho e de seguida fazer o nosso jantar, arrumar a cozinha, e tratar da roupa. Enfim e lá se foi um casamento!! Tudo isto para explicar e reforçar a ideia da caríssima Sofia G, minha Homónima por sinal, que numa vida a dois onde só existe um a puxar o barco é difícil , mas quando são dois, não há nada como um belo fim de semana a 2, mais que não seja em casa acompanhados de um bom licor! Acredite caríssima Sofia G. que poderá fazer milagres!
Falando agora da vida sexual, aqui como se diz, no cantinho que ninguém nos ouve, a minha pessoalmente é mais a morte sexual do que a vida, porque ser mãe solteira, trabalhar e arrumar a casa o tempo que sobra é, mais ou menos, - 24 Horas ! Para as casadas, e desculpem-me a franqueza, para as senhoras que gostam de estar casadas com o presente marido, recomendo um fim de semana por mês, se possível mais que um, claro!!! Para uma boa rambóia a dois!
Agora para aquelas senhoras que estão num casamento porque é conveniente... bem... ai recomendaria, ou o divórcio (para bem da sanidade mental) ou então tentem apaixonar-se de novo por aquele senhor que habita nas mesmas 4 paredes! Eu sei, que até parece mal dizer estas coisas assim, mas peço desculpa, mas a minha mãe e o meu pai são directamente responsáveis pelo meu pragmatismo!
Agora para aquelas senhoras, que como eu, são solteiras e têm filhos, recomendo o mesmo que recomendo ás casadas e bem casadas. Uma noitada, um cafezinho de vez em quando com alguém que saiba conversa, e quem sabe, se não se encontra aquela coisa que mexe tanto connosco, não necessariamente o AMOR, mas sim uma atracão física irresistível !

Caríssimas, a vida sexual existe, cabe a cada uma de nós fazer os devidos esforços para que não se transforme em morte. Haja coragem e força para isso!

Cumprimentos e boas noitadas!


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