Domingo, 18 de Novembro de 2007

Como ter tempo para nós?

 
"O que posso eu fazer para me organizar? Para ganhar algum espaço para mim mesma? Para dar direito a mim, enquanto ser humano, a poder sonhar, mesmo antes de dar qualquer passo para a frente, no alcance do tal sonho que tenho guardado e bem escondido dentro do meu coração"?
Dou comigo a fazer esta pergunta vezes sem conta, ainda não encontrei uma solução... Sinto-me limitada no tempo... encurralada nas saudades... A minha única filha partiu para sempre em Novembro de 2004, adoptei dois meninos em Novembro de 2006, mas ainda não arranjei uma terapia que cure este luto que me vai no coração.
Estou sempre sem tempo...diria pior sem vontade de viver. Arrasto-me para fazer seja o que for.
Adorei o artigo da Luísa Castel-Branco.
Cumprimentos
 Fátima Gonçalves
 
 
Cara Fátima,
 
Quem sou eu para comentar as suas palavras?
Ninguém, absolutamente ninguém pode afirmar que sabe a dor de perder um filho, a não ser que tal lhe tenha acontecido.
É a dor maior. É a mãe de todas as dores, de todas as mágoas, de todas as lágrimas.
E contudo, a Fátima foi capaz de adoptar duas crianças!
Que mulher poderosa!
Que coração imenso e que força extraordinária de vida existem dentro de si!
Curvo-me em respeito por si, Fátima.
E acredito que nada afaste a saudade, acredito que parte de si partiu com a sua filha.
Mas em vez de ficar encostada às paredes da vida, a sentir pena de si mesma, andou para a frente e deu passos de gigante.
 
Não queira encontrar uma paz que demorara muito tempo a chegar.
Mas olhe para si com o respeito que lhe é devido. Sinta o orgulho de ser quem é.
E acredite que a vida a recompensara pelo amor que esta a dar agora a essas crianças.
 
O mais difícil, posso imaginar, é levantar-se todos os dias e sentir a saudade aguda a apertar-lhe o coração.
Se me é possível dize-lo, acarinhe essa saudade, alimente esse amor.
 
Os meus votos de que a vida nunca a modifique, que o peso da realidade não lhe roube essa capacidade de sonhar que transparece nas suas atitudes, contra tudo, contra corrente.
 
Uma abraço,
publicado por Luísa Castel-Branco às 11:21
link do post | comentar | favorito

Vox pop - E viva Campo de Ourique e as histórias felizes!

Fui lá armada em esperta. A intenção era saberm se aquelas mulheres que ali trabalhavam no Mercado de Campo de Ourique tinham sequer sabido da comemoração do Dia Internacional da Mulher.

E não é que todas, apenas uma excepção, tinham recebido presentes, eram casadas há mais anos do que imaginamos que ainda existam casamentos em Lisboa ?!

Toma lá Luísa para aprenderes!

posts recentes

Pois é, vem ai o Natal!

raquel disse sobre A dor ...

Ana Paula disse sobre Des...

Importa-se de repetir????...

Paula disse sobre Virgem ...

Sara disse sobre Virgem a...

Maria disse sobre Diário ...

Alexandra disse sobre DES...

sara disse sobre Negas a...

? disse sobre Diário de u...

Obrigada Maria

Negas ao sexo? Cuidado av...

Sobreviver a 2009

coisas q eu quero mudar e...

Sofia Diniz disse sobre A...

tags

todas as tags

arquivos

Dezembro 2011

Fevereiro 2010

Novembro 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

pesquisar

 
blogs SAPO

subscrever feeds