Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2007

Volte sempre!

Desde já, desejo-lhe boa tarde e peço desculpa por estar a enviar-lhe este mail, mas estava eu a navegar na "net" quando dei por mim nos consultórios on line no Sapo e onde vejo o seu mail e tive vontade de lhe escrever. Sei que é uma mulher com "M" grande e com bastante experiencia de vida. Eu sou uma jovem de Viseu com 31 anos, sou mãe há 11 meses de um bebé lindo, sou casada há
3 Anos e meio, sou feliz como o meu marido e trabalho desde os meus 17 anos. Sou funcionária de escritório, gosto do meu trabalho. Digo-lhe também que sou uma pessoa muito crente em Deus. Sinto que tenho falhado muito como mulher que sou e daí talvez eu venha lhe pedir alguns conselhos, se não for incómodo para si.
Este vai ser o terceiro Natal que vamos passar com o meu marido desempregado, as coisas não têm sido fáceis para ele e esta situação está a deixar-nos muito depressivos. Actualmente ele está a lutar para abrir um investimento próprio junto com um amigo. Sempre fui uma pessoa activa, forte e positiva, mas actualmente, sou precisamente o oposto: não me importo muito com a arrumação da casa (tenho uma certa vergonha de o dizer, temos uma casa tão linda), sempre fui tão prendada e agora não tenho apetite para fazer algo diferente, limito-me ao essencial, não consigo ter um diálogo com outros, não tenho sido a esposa ideal, sinto-me vazia e desmotivada com tudo. A luz dos meus olhos é o meu filho que eu amo muito, ainda estou a amamentar. Até a nível profissional, sempre fui exemplar e ultimamente tenho sido bastante desorganizada.Com a minha imagem, sempre fui uma pessoa cuidada comigo mesmo, ia regularmente ao cabeleireiro, à esteticista, tinha sempre as unhas bem arranjadas, gostava de variar na roupa, gostava de me maquilhar. Actualmente (devido também há falta de dinheiro), é-me indiferente tudo isso, ainda tenho
8 Quilos a mais da gravidez e isso também me desanima um bocado, mas tenho receio de fazer dieta por ainda estar a amamentar. As mulheres são tão complicadas com elas próprias! Acho que os homens são mais optimistas. Tenho saudades de voltar a ser aquela pessoa activa e "despachada" que um dia já fui, mas às vezes a preguiça e o "deixa andar" ocupa espaço a mais do que devia. Peço desculpa pela extensão deste mail e por ocupar o seu tempo, se não me responder, entenderei perfeitamente. Obrigado desde já. Um bom fim de dia.
Caríssima Telma,
Como leiga, mas com a experiência que a vida me deu, diria que a minha amiga está com uma depressão. Seja efeito pós-parto, seja resultado da situação do seu marido, a verdade é que essa falta de vontade para tudo tem um nome, e um tratamento.
Vejo nas suas palavras uma enorme culpabilização e porquê? Não somos super mulheres, somos seres humanos e como tal, temos as nossas faltas e os nossos erros.
Mas eu diria, se me permite, que o seu maior erro está exactamente em focar em si a culpa.
Consulte um médico. E depois vá devagarinho, passo a passo. Seja amável para si mesma e perceba que não pode de repente, e por um passo de magia, fazer as coisas voltarem atrás.
Veja bem, diz que tem 8 quilos a mais. Claro que isso também não contribui para a sua auto estima, para a vontade de se arranjar, de estar mais bonita no trabalho.
Porque no fim de contas, quando nos arranjamos estamos a fazê-lo para nós mesmas!
Fale com o seu médico sobre uma dieta equilibrada, mesmo estando a dar de mamar, tente perceber o que pode ou não fazer.
E não se atreva a desistir de si! Porque o seu filho precisa da sua alegria de vida, do seu sorriso ao longo do caminho que ele vai percorrer.
Não pense nem por um instante que isto que se está a passar consigo é caso raro. Olhe que eu sei do que falo!
Um grande, grande beijo. Votos de um Santo Natal e prometa-me que sempre que necessitar volta a escrever-me.
Gostava tanto de saber como vai lutar, você que é uma vencedora!
 
P.S.
E porque este blog é um espaço aberto, todas as que quiserem partilhar a sua experiência e assim ajudarem a Telma, não hesitem!
 
publicado por Luísa Castel-Branco às 17:16
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Vox pop - E viva Campo de Ourique e as histórias felizes!

Fui lá armada em esperta. A intenção era saberm se aquelas mulheres que ali trabalhavam no Mercado de Campo de Ourique tinham sequer sabido da comemoração do Dia Internacional da Mulher.

E não é que todas, apenas uma excepção, tinham recebido presentes, eram casadas há mais anos do que imaginamos que ainda existam casamentos em Lisboa ?!

Toma lá Luísa para aprenderes!

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