Terça-feira, 11 de Dezembro de 2007

Aprender a gostar de nós

 
 
Olá Luisa,
Venho pedir-lhe um conselho pois infelizmente não posso falar disto a ninguém.
Envolvi me com um homem casado que me fez acreditar que não era feliz no casamento e que tinha muita vontade de fazer vida comigo, mas tinha que ter tempo para poder resolver a sua situação. Acreditei sempre nele. Até fui trabalhar com ele. Mandou-me embora e tratou-me como se eu fosse lixo. Fui para fora do país e quando ele soube ficou desesperado e pediu-me para eu voltar que ele iria assumir o relacionamento. Nunca o fez. Meses depois a mulher descobriu e pô-lo na rua. O mês que ficou sozinho, o seu comportamento mudou muito comigo e até parecia que eu estava a mais. Estava constantemente a falar na ex-mulher. Chegadas as férias disse-me que não iria comigo porque não tinha dinheiro. Fui sozinha. Quando voltei, ele tinha voltado para casa da ex-mulher. Mesmo assim não deixou de me procurar, mas também não a larga. É com ela que faz tudo e eu só lhe serviu como instrumento, embora a família diga que é de mim de que ele gosta. Ele mente me em tudo e até afirma que está à 4 meses já em casa e que não dorme com a mulher. Eu amo o mais que tudo e preciso mesmo que alguém me digam o que fazer. Pode me ajudar?
 
Minha Amiga,
Se você estivesse aqui ao pé de mim dava-lhe um grandessíssimo abanão. Sacudia-a da cabeça aos pés para ver se acordava desse sono estúpido que a paixão nos envolve e nos torna meros objectos nas mãos dos outros.
Quantas e quantas vezes não ouviram já esta história na boca de outras mulheres?
Mas porque é que nós acreditamos sempre, mas sempre que vamos conseguir modificar o homem, que connosco vai ser diferente?
Porque acredite em mim, quantas das que estão a ler este texto sabem exactamente daquilo em que estamos a falar!
 
Mas vamos começar pelo princípio. Muito bem, envolveu-se com um homem casado. Erro crasso mas acontece às melhores. Para variar ele era muito infeliz em casa, a mulher não o compreendia (ou era desequilibrada dos nervos, outro termo que eles gostam muito de utilizar porque serve para tudo!) e ele só estava mesmo à espera do momento ideal para sair de casa.
Pois, e o momento não chegou!
Diga-me, quantos homens tomam decisões? Pense em todas as histórias que já ouviu e vai ver que normalmente são apanhados pelas respectivas e essas sim, podem tomar ou não uma atitude!
A cobardia é uma característica presente na maioria dos homens, como a capacidade que nós mulheres têm em dourar a realidade é imensa!
 
Vamos chamar os bois pelos nomes. Você ama esse homem ou está apaixonada? Porque, minha amiga, para amar é preciso respeitar o outro e ser respeitada. Em contrapartida as paixões são cega e surda e burra todos os dias. A paixão é uma doença que nos retira a capacidade de raciocínio, mas em contrapartida é um estado ébrio e fantástico...até cairmos na realidade.
 
Não existe amor sem respeito. E por isso, o que sente dentro de si é como uma erva daninha que tem que ser destruída.
 
Quanto a ele, está no seu papel. Indeciso, a precisar de si mas a viver com a mulher com quem até nem tem relações sexuais, enfim, a história do bandido habitual.
 
Quanto às vozes que lhe dizem que ele gosta é de si, mande todas passear!
É vossa que dorme só, que chora de noite, que tem de fazer de conta.
É você que se consome com as duvidas e as mentiras.
 
Os outros não sabem nada até porque, minha querida, não basta dizer que se gosta ou que se ama. É preciso demonstra-lo no dia-a-dia.
 
Dê um pontapé no sujeito, olhe-se ao espelho e veja que a mulher que é merece muito mais.
 
E não olhe para trás. É humano só recordar os momentos bons, mas os maus estão lá e voltarão de cada vez que tiver uma recaída e lhe disser que sim a ele.
 
Um grande beijo e muita força. Acredite em mim, vai doer, vai demorar mas um dia vai rir-se disto tudo!
publicado por Luísa Castel-Branco às 08:48
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Vox pop - E viva Campo de Ourique e as histórias felizes!

Fui lá armada em esperta. A intenção era saberm se aquelas mulheres que ali trabalhavam no Mercado de Campo de Ourique tinham sequer sabido da comemoração do Dia Internacional da Mulher.

E não é que todas, apenas uma excepção, tinham recebido presentes, eram casadas há mais anos do que imaginamos que ainda existam casamentos em Lisboa ?!

Toma lá Luísa para aprenderes!

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