Terça-feira, 11 de Dezembro de 2007

Fechar portas

Olá Luísa,
 
Descobri o amor muito cedo, tive uma linda história de amor que terminou há cerca de um ano e meio porque fui vencida pelo cansaço.
Depois de uma década, ainda não tínhamos construído nada juntos, Ele parecia incapaz de terminar os estudos, de começar a trabalhar, o que desencadeou em mim uma desilusão que não pude suportar...
Sentia que já não o amava e que não servia para mim, Consegui libertar-me,..não sofri muito com a separação e em pouco tempo apaixonei-me de novo, estava feliz, radiante e cheia de vontade de viver.
Foi uma história breve, pouco relevante, mas ainda lhe sinto o gostinho… foi bom ter outra vez 16 anos, não esperar nada e aproveitar cada momento.
Depressa acabou, foi então que conheci o meu actual namorado, um pouco mais novo do que eu, ainda estudante na altura, vivia noutra cidade, o que sempre me causou muito sofrimento e instabilidade emocional.
Terminou os estudos, trabalha noutra cidade, de futuro, ninguém sabe.
 
Preciso de estabilidade, quero partilhar a minha vida e construir uma família.
 
Será?
Fechar a porta ao sofrimento, abrir uma janela para o mar.
 
Caríssima,
Por incrível que pareça, poucas vezes amamos realmente ao longo da nossa vida.
A maior parte das vezes temos paixões fugazes e saborosas, mas apenas isso.
Se aquilo que sente hoje em dia pelo seu namorado é amor ou não, só a minha amiga o pode dizer.
E este é um passo importante. Fazer uma introspecção e friamente aferir quais são os seus sentimentos.
 
E já agora, os dele.
Porque o amor à distância é possível, a paixão não, mas causa desgaste e pode levar ao rompimento da relação.
Não me diz onde vive nem onde vive ele.
Nem encontrei no seu texto algo que me explicasse se equaciona ou não mudar toda a sua vida para ir viver com ele, ou se isso está fora de questão.
 
E se está fora de questão, quais as razões? Ele não quer? Você não pode mudar a sua vida? Ou pura e simplesmente ele nem equaciona essa hipótese?
 
Porque parece-me que você, que procura estabilidade e construir uma família, estará disposta a dar o passo.
Portanto, sobra-nos o outro.
Se por acaso ele a ama muito, mas quer continuar assim, então compete a si mesma parar para pensar.
Costuma-se dizer que o tempo cura tudo. Pois., E até cura o amor e o faz desaparecer por entre as memórias.
 
Tenha uma conversa com ele. E aguente-se porque a verdade dói.
E se o rapaz tiver mil e uma razões para que cada um fique na sua cidade, se não tiverem os dois em conjunto um projecto de vida, uma data para viverem juntos, um início dessa tal família, então é melhor fechar a porta e andar em frente.
Quer seja abrir uma janela para o mar ou apenas para dentro de si mesma, o que necessita é de dar oportunidade a si de ser feliz.
Esse deve ser o seu objectivo e não deixe que os outros tomem conta das suas decisões.
 
Um abraço,
publicado por Luísa Castel-Branco às 09:16
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Vox pop - E viva Campo de Ourique e as histórias felizes!

Fui lá armada em esperta. A intenção era saberm se aquelas mulheres que ali trabalhavam no Mercado de Campo de Ourique tinham sequer sabido da comemoração do Dia Internacional da Mulher.

E não é que todas, apenas uma excepção, tinham recebido presentes, eram casadas há mais anos do que imaginamos que ainda existam casamentos em Lisboa ?!

Toma lá Luísa para aprenderes!

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