Terça-feira, 11 de Dezembro de 2007

Quero reencontrar-me!!

Cara Luisa

 Hoje tomei conhecimento das s/ crónicas. Conheco-a da televisão e sempre gostei do seu ar seguro e desafiador das convenções sociais. Estou a escrever sem saber bem o que pretendem ao colocar-nos esta possibilidade de contacto. Mas hoje sinto-me particularmente vulnerável e decidi aproveitar a oportunidade. Tenho 52 anos, estou desempregada, e faço trabalhos de pesquisa na Net para encontrar colocação para os s/ trabalhos de artesão. Tenho uma filha de 9 anos e sinto-me um pouco vencida pela vida. Fiz o 12º ano em horário pós-laboral há 10 anos atrás e gostaria de ter feito um curso de Filosofia ou Sociologia, pois tenho ânsia de aprender, mas c/ o nascimento da filha (que foi muito desejada), não pude. Aos 34 anos fui militante de um Movimento Humanista, pois queria mudar-me e mudar o mundo!!! Consegui mudar muita coisa em mim e isso também me ajudou a aceitar e compreender o mundo. Agora tenho uma vida muito "caseira" e tenho muitas dificuldades económicas, tal como a maioria dos portugueses. Acho injusto, logo agora que tenho a minha filha e que queria que ela tivesse acesso a uma boa educação, mas enfim, é o País que "consentimos" em ter!!! Desculpe se fui fastidiosa, mas sinto que regredi a todos os níveis e apeteceu-me falar. Serei sua leitora assídua, agora que descobri as s/ crónicas.

 Ana Almeida

Tem razão Ana. A vida está difícil para a maioria dos portugueses e o desemprego é um flagelo terrível, uma espada em cima da nossa cabeça. Mas não pense que tem apenas a ver com a sua idade. Veja a quantidade de jovens que acabam o seu curso, muitas vezes pago com tantas dificuldades pelos pais, para ficarem sem trabalho e pior sem expectativas de futuro. Mas quando fala da sua filha, e da pena que sente em não poder dar-lhe acesso a uma melhor educação e respondo-lhe que o mais importante para o futuro dela é o seu amor, os seus ensinamentos, aquilo que ela vê em si. Não estou a ser romântica. Falo com experiência porque durante muitos e muitos anos acumulei empregos para poder sustentar sozinha os meus três filhos. E sempre me senti culpada pela falta de tempo que tinha para eles. Contudo, agora que são adultos (quer dizer, tão adultos quanto um filho pode ser para uma Mãe!) vejo que respeitam as lutas que travei por eles. Diz na sua mensagem que faz pesquisa na Net para os seus trabalhos de artesanato. Terei compreendido bem? Se for esse o caso, tem aqui um espaço ao seu dispor para os divulgar. Um grande abraço e não se deixe ir abaixo (custa-me dizer isto quando sei bem o que está a passar!). Não perca o seu sorriso, nem a vontade de desabafar. Eu aqui a espero.


publicado por Luísa Castel-Branco às 11:17
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Vox pop - E viva Campo de Ourique e as histórias felizes!

Fui lá armada em esperta. A intenção era saberm se aquelas mulheres que ali trabalhavam no Mercado de Campo de Ourique tinham sequer sabido da comemoração do Dia Internacional da Mulher.

E não é que todas, apenas uma excepção, tinham recebido presentes, eram casadas há mais anos do que imaginamos que ainda existam casamentos em Lisboa ?!

Toma lá Luísa para aprenderes!

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