Terça-feira, 12 de Agosto de 2008

A corgem que nos falta

 

     

 

Ofereceram-me o livro ( Alma) no dia dos meus anos.

Leitora desde criança, coisa sabida da família e dos amigos, é fácil, à primeira vista ,escolher um presente para mim. Difícil , porque sou exigente. Não gosto de facilidades e não suporto um mau texto.

Confesso que não me entusiasmei quando vi o livro nas livrarias e não estava nas minhas opções comprá-lo. Preconceito, admito .

Mas, por cortesia por quem mo ofereceu, comecei a ler...continuei... li até ao fim.

Com gosto. Livro escrito em bom português, com substância. A condição das mulheres na sociedade portuguesa.

Continue. Admiro-lhe a coragem que eu não tenho. Escrevo para mim. Porquê? Não sei, talvez por medo .
Continue.

 

Luísa,

Como eu a compreendo! Respeito profundamente qualquer pessoa que publique porque acredito que é um acto de coragem independentemente da qualidade da escrita.

Eu sempre achei que não seria capaz e sempre que pensava em escrever uma obra, dava uma leitura na Agustina e caia na realidade!

A Alma instalou-se dentro de mim, acompanhada por todas as outras personagens e senti que a história tinha que ser contada indecentemente de algum dia ser publicada.

Quanto a preconceitos, sei que existem. É natural porque se vamos a olhar a realidade, ela mostra claramente que os livros que vendem são muitas vezes histórias de alcova de gente conhecida, e apenas isso.

Claro que existe o outro lado.

Quando finalmente entreguei o manuscrito à editora, sugeri que fosse com o meu nome de solteira e não aquele com que me conhecem da Televisão.

Claro que vindo eu da área do Marketing, percebo perfeitamente a Editora. Não fazia qualquer sentido.

Contudo, e ainda que a Alma vá já na 4ª edição e eu receba tantos elogias de gente anónima, a verdade é que dentro de mim ficará sempre a duvida se compram o livro por ser aquela cara conhecida da TV, embora eu não esteja no écran há tanto tempo, ou por outra razão.

Mas faz parte do caminho da humildade perder estas ideias e andar para a frente.

Tenho tantas histórias para contar, porque na verdade, tal como a Luísa escrevo para mim há tantos e tantos anos.

Uma coisa é o que publico nos jornais e revistas. Exceptuando no Destak, o resto é-me pedido com o tema defino e o numero de caracteres.

Escrever um romance é mergulhar num mar escuro e assustador e ao mesmo tempo, apreender locais fantásticos onde só podemos voltar quando nos perdemos nas palavras.

Não desista nunca da sua escrita e obrigada pelas suas palavras.

publicado por Luísa Castel-Branco às 10:59
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Vox pop - E viva Campo de Ourique e as histórias felizes!

Fui lá armada em esperta. A intenção era saberm se aquelas mulheres que ali trabalhavam no Mercado de Campo de Ourique tinham sequer sabido da comemoração do Dia Internacional da Mulher.

E não é que todas, apenas uma excepção, tinham recebido presentes, eram casadas há mais anos do que imaginamos que ainda existam casamentos em Lisboa ?!

Toma lá Luísa para aprenderes!

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