Terça-feira, 8 de Abril de 2008

O Amor e a ilusão

Boa tarde Luísa,

Mas não querida deixar passar a oportunidade de comentar o seu desafio 14. Aqui vai ele:

O grande "problema" do amor está exactamente na áurea mágica e poética que lhe gostamos abonar. Concebemos amores utópicos e inexplicáveis. Desde que nascemos até morremos, vivemos bombardeados por religiões, livros, filmes, etc … que nos impõem uma definição de amor dentro de nós, que objectivamente pode não corresponder à realidade.
O facto, é que não estamos habituados a pensar no amor pela nossa própria cabeça. Somos comodistas, optando sempre por colocá-lo no saco das coisas inexplicáveis. Se perguntarmos a casais porque amam o seu parceiro, ou dão respostas standard de gostos (é fofinho, querido… and so on …), ou então lá vão para o "amor não se explica… sente-se", ou a mais gira "nem tenho palavras…".
Em primeiro lugar, o amor não é um sentimento, mas sim é um conjunto de sentimentos. Por isso costumo classificá-lo como um estado. Cada pessoa deverá saber distinguir bem o que necessita para amar. Há que parar com a visão genérica do amor, pois esta simplesmente não existe. O amor é como uma peça arte: cada uma tem a sua interpretação e causa diferentes emoções a quem a observa.
Percebendo que o amor não é genérico e é um conjunto de sentimentos, cada pessoa terá de pensar para si exactamente porque considera estar nesse estado. Se não consegue explicar, é porque não ama. Qualquer sentimento, para ser vivido na sua plenitude, tem de ser bem explicado. Se não, vivemos numa perfeita letargia racional, não tendo capacidade para interpretar aquilo que sentimos.
Ao contrário do que o senso comum defende, a razão e a emoção são complementares. Existe a ideia comum que uma pessoa racional é menos emotiva, e vive e versa. Nada está mais errado. A razão e emoção têm de caminhar paralelamente, pois a racionalidade é o pilar do equilíbrio das nossas emoções. Parece-me um conceito simples de perceber: quem controla as emoções, retira mais proveito delas. A razão representa precisamente esse controlo.

O problema não está nos divórcios. A quebra de amor não acaba, pois simplesmente ele nem se quer começa. Enquanto as pessoas não se habituarem a pensar pelas suas próprias cabeças, sem deixarem de ser influenciadas pelas modas sociais, existirão sempre crises emocionais e de identidade. E precisamente porque não têm uma identidade própria. Tudo é vago... tudo é inexplicável... tudo é mágico e poético… E depois queixam-se que não percebem porque as pessoas se separam. Alguém chega a perceber porque é que se juntam?

Caro desconhecido/a

Não posso concordar mais com tudo o que escreve.

E por isso mesmo me exaltei no comentário anterior, perante tanta infelicidade, sem o mínimo de raciocínio .

Também eu acredito que o amor e a lucidez de espírito não são incompatíveis bem pelo contrário.

O amor pelo outro termina quando ele nos falta ao respeito, quando ele nos insulta, nos rebaixa ou pura e simplesmente não é a pessoa que nos dá a esperança no amanhã.

E sim, o amor não pode ser definido porque depende de pessoa para pessoa.

Mas de algo eu tenho a certeza.

O amor, se nos faz infeliz, se nos destrói não é amor, é doença ou cobardia ou simples fuga da realidade.

Volte sempre


publicado por Luísa Castel-Branco às 19:48
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Vox pop - E viva Campo de Ourique e as histórias felizes!

Fui lá armada em esperta. A intenção era saberm se aquelas mulheres que ali trabalhavam no Mercado de Campo de Ourique tinham sequer sabido da comemoração do Dia Internacional da Mulher.

E não é que todas, apenas uma excepção, tinham recebido presentes, eram casadas há mais anos do que imaginamos que ainda existam casamentos em Lisboa ?!

Toma lá Luísa para aprenderes!

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