Terça-feira, 5 de Fevereiro de 2008

Desafio nº12 – Vamos falar de sexo?

 
Eu sei, estão todas a pensar, mas que raio de desafio é este?
E têm razão. Quer dizer, falar sobre sexo é hoje em dia a coisa mais comum.
Pega-se numa qualquer revista, para mulheres ou para homens e invariavelmente, até porque os estudos apontam para que quando na capa aparece a palavra sexo, vendem muito mais, mas dizia eu, aparecem guias, formulas, enfim um manancial de informações sobre o assunto.
 
Mas serão reais estes textos, estes testes para saber se encontrou o seu parceiro de cama ideal, estas listagens do que fazer para apimentar a sua vida sexual, etc., etc.?
 
Pois eu acho que não. Creio mesmo que não há nada mais frustrante do que ler um destes artigos.
 
Orgasmos múltiplos? Zona G? Kama Sutra?
 
Vamos cair na realidade se faz favor e a bem da nossa cabeça, e das nossas relações afectivas!
 
É tudo muito bonito e cor-de-rosa mas ninguém explica o reverso da medalha.
O sexo não é algo que se possa encaixar num qualquer questionário.
 
Claro que depende da nossa idade, da fase da vida, se estamos sozinhas ou acompanhadas.
E depois, é preciso dizê-lo, a principal causa/consequência da nossa vida sexual é apenas uma coisa: A REALIDADE!
 
Quando se escreve sobre sexo, fica para trás a realidade.
As crianças no quarto ao lado, a tampa da sanita levantada e a roupa espalhada pelo chão, o cansaço total após um dia de trabalho fora e dentro de casa, a maldita rotina e muito mais.
 
Mas quando lemos uma qualquer revista, somos levadas a sentirmo-nos culpadas, inferiorizadas, anormais.
 
É como se fora das nossas portas, toda a gente andasse a navegar no sétimo céu dos orgasmos e do sexo todos os dias, isto a par das fotografias que acompanham os ditos artigos, e onde as mulheres são sempre lindas de morrer e nós, somos apenas...mulheres normais.
Pois digo-vos eu que é tudo uma grandessíssima treta!
 
E já agora, quantas de nós fala sobre a sua vida sexual? Quantas de nós temos uma amiga verdadeira a quem possamos dizer que a coisa não anda lá muito bem por todas as razões apontadas?
 
Uma coisa é certa. Uma vez mais, minhas amigas compete-nos a nós apimentar a coisa!
E se conseguirmos fugir um fim-de-semana para qualquer lado, então talvez tenhamos direito a um pedaço do dito céu!
 
Se tal não for possível, temos mesmo que dar volta à imaginação, e pedir a nós mesmas mais um esforço para fugir à rotina e ao cansaço.
 
Não acreditem nessas histórias que por ai andam! Se fossem verdade, as ditas revistas também estavam cheias de histórias de casamentos felizes, em vez do troca e vira dos divórcios!
 
A realidade é muito menos estimulante do que o sonho. Mas viver a sonhar pode ser perigoso!
 
E aqui fica o meu desafio: Conte-me a sua história ou a sua opinião sobre esta era do prazer total!
 
Um abraço, e até para a semana.
 
 
 
 
 
 
 
publicado por Luísa Castel-Branco às 12:53
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45 comentários:
De a 6 de Fevereiro de 2008 às 16:00
A verdade, é que o sexo banalizou-se...as relações têm a duração de um relâmpago, o importante é tirar o máximo proveito da "queca " e depois partir para outra/o. Os sentimentos estão em segundo ou terceiro plano, ou simplesmente não existem...Oiço alguns amigos/as falarem das sucessivas "conquistas ", mas interiormente são infelizes.


De Luísa Castel-Branco a 8 de Fevereiro de 2008 às 17:27
Fá,
É verdade. Passámos do 8 ou 80!
O ser humano atravessa a vida em busca da felicidade, e hoje acredita-se que o prazer é a resposta, mas na verdade, é nos sentimentos que encontramos o conforto.
Mas sexo é bem mais fácil do que investir no amor, que necessariamente não é só feito de momentos felizes.
Anda toda a gente a viver o presente. Será que não pensam no que lhes vai acontecer quando chegarem mais perto do fim da vida, ou mesmo antes, quando o corpo se desgastou e afinal não há ninguém ao lado a quem dar a mão!


De Fernão a 6 de Fevereiro de 2008 às 17:20
A meu ver, nos dias de hoje falar-se de sexo é chique, é fino diria que, está na moda, como outras coisas vão estando na moda, de quando em vez. Tal como diz e muito bem, falasse muito mas não se aproveita quase nada. São só fantasias, desejos e sonhos que não passam disso mesmo. Se calhar poderão ajudar a estimular certas mentes que, cansadas do dia-a-dia de trabalho, "vejam" nesses assuntos um estimulo para revigorizar a sua vida sexual. Mas, como disse no inicio, o assunto passou de tabu a banalização extrema e, com isso as crianças, mesmo as de 18 anos, pensam que o sexo são só rosas e depois, picam-se nos espinhos e, quando isso acontece, já é tarde para voltar atrás, estragando-se por vezes vidas, que poderiam desabrochar e dar frutos no tempo certo. Tal como muita coisas nos dias que correm, tudo (ou quase tudo) passou do 8 para o 80.


De Luísa Castel-Branco a 8 de Fevereiro de 2008 às 17:32
Fernanda,
No comentário anterior usei a mesma expressão!
Mas tem razão quando alerta para a realidade dos jovens.
Tenho pena de hoje eles, não todos seguramente mas a maioria, não passar pela fase do sonho que nós conhecemos.
Entram directamente na realidade. E começam a vivê-la cedo demais.
Em muitos aspectos estão pior do que nós quando vivemos a nossa adolescência .
Uma abraço,


De Ponto G de Gostoso a 6 de Fevereiro de 2008 às 17:33
Ai Luisa... Luisa... isso é verdade; mas que há umas mais orgásmicas do que outras disso não tenho dúvidas por experiência própria (sou homem).


De Luísa Castel-Branco a 8 de Fevereiro de 2008 às 17:35
Meu caro,
Vou contar-lhe um segredo: Você como todos os homens não faz a mínima ideia de quantas mulheres tiveram ou não orgasmos consigo!
É uma capacidade partilhada por todas nós, a de saber fingir muito bem o prazer. Seja para satisfação do nosso parceiro, seja para terminar a coisa que já estamos fartas!
Volte sempre,


De Gabriela a 11 de Fevereiro de 2008 às 15:23
Resposta brilhante...


De Raquel a 14 de Fevereiro de 2008 às 20:39
Excelentemente dito...LOL
Estes homens são mesmo crentes...


De clarisse a 6 de Fevereiro de 2008 às 17:38
Finalmente alguém que fala no sexo verdadeiro. Alguém que "pinta o cenário " tal como ele acontece.
Eu já começava a achar que este mundo andava doido e que achavam que tudo era sempre muito cor de rosa e que se não era a culpa era nossa.
Parabéns por esta abordagem realista, por esta tentativa (espero que conseguida) DE ABRIR OS OLHOS A MUITA GENTE.

Abraços


De Luísa Castel-Branco a 8 de Fevereiro de 2008 às 17:38
Clarisse,
Obrigada pelas suas palavras. É mesmo muito fácil as mulheres sentirem-se anormais neste mundo repleto de orgasmos múltiplos , corpos perfeitos e eterna juventude!
Cabe-nos a nós exigir o respeito.
Um abraço,


De Ana Sampaio a 6 de Fevereiro de 2008 às 17:45
Efectivamente, quem lê "esses" artigos pode até ficar com um complexo qualquer.
Sou de opinião que se deve lutar por apimentar a nossa relação, arranjar um programa de vez em quando, fugir nesse tal fim de semana e falar de sexo, das nossas dificuldades... e dos nossos sonhos também... mas de pés assentes no chão.
Não tentemos porém competir com as "modelos" desses artigos de revista, que estão sempre em forma, que "compram tudo feito" e que estão sempre impecavelmente vestidas (ou despidas) para ir para a cama viver toooodas essas emoções que, por vezes, chegamos a pensar que nos estão interditas.


De Luísa Castel-Branco a 8 de Fevereiro de 2008 às 17:41
Ana,
Nem mais! E como eu dizia antes, devemos ser nós a exigir ao nosso parceiro, e à sociedade em geral, que veja a mulher com olhos verdadeiros e não, como sempre aconteceu e continua, o objecto sexual perfeito!


De Luísa Castel-Branco a 8 de Fevereiro de 2008 às 17:54
Aceitei o desafio e fui visitar o seu blog. Foi uma aventura interessante, mas estou velha de mais para me surpreender.
Contudo, gostei do seu texto sobre uma conversa que escutou onde um homem jovem falava da sua falta de apetite por mulheres quarentonas.
Na verdade, no sexo como em tudo o resto, o poder determina a escolha.
Hoje, cada vez mais mulheres financeiramente independentes (i.e. com poder) escolhem parceiros muito mais jovens.
Era normal ver um homem com uma rapariga a seu lado com idade para ser sua filha.
Agora o inverso acontece.
Como escreve no seu blog, gostos não se discutem!
Volte sempre,


De sextrip a 6 de Fevereiro de 2008 às 17:47
sem duvida que, hoje em dia, se fala de sexo mais do que nunca.
e assim espero que continue a acontecer... em crescendo.

no entanto, creio ser "normal", necessário, que se passe pela fase de falar agora "em voz alta" da mesma forma que antes se falava "em surdina"... ou seja... com a mesma mentalidade de base, ou com os mesmos exageros, ou com os mesmos mitos de antes.
porque, em princípio, falar abertamente de sexo em Portugal é algo relativamente recente... as conversas estarem baseadas nos mesmos erros, estigmas, etc, do "antigamente" não é estranho.
quantas mais pessoas forem falando dele abertamente, mais mitos irão caindo, mais noção dos exageros se irá tendo, mais erros serão percebidos, etc...
mas isto... num âmbito mais do particular, em reuniões de pessoas, círculos de amigos, etc...

porque quanto a meios de comunicação, efectivamente, deveriam ter mais cuidado com as mensagens que passam e evitarem (por exemplo) empolar estereótipos, perpetuarem mitos, defenderem moralidades, etc.
mas enfim... ou só pensam realmente nos ganhos, ou são feitos por pessoas que não estão talhadas para essa tarefa.
os "testes" são sempre apresentados como "brincadeiras", passatempos inconsequentes, coisas sem importância... mas depois, na realidade, vemos que para muita gente não são entendidos assim.

agora... estamos no inverno... a coisa não assume grande intensidade, lol lol lol.
porque... chegando a primavera é ver testes e artigos a caírem em catadupa.
não há revista ou jornal que não aproveite o seu quinhão.

º

e já que falamos de sexo... deixo-lhe, não um desafio mas... um convite :

http://sextrip.blogs.sapo.pt/15502.html

e um beijo...


De Natasha a 6 de Fevereiro de 2008 às 17:49
Olá

Falar de sexo?...... sinceramente não faço sexo, só faço amor .....mas acredito que muitas pessoas só sabem fazer sexo .....só assim se perceber a sua necessidade de falar de sexo


De Luísa Castel-Branco a 8 de Fevereiro de 2008 às 17:58
Natasha ,
Cada dia que passa e ouço mais histórias de vida, mais me convenço que são poucas as pessoas que sabem sequer o que é o amor!
Um abraço,


De Falar de sexo a 6 de Fevereiro de 2008 às 17:58
Falar de sexo, deve de ser uma coisa tão natural como comer ou dormir. Afinal o sexo é uma coisa que nos dá prazer, não é nenhum crime, e até é saudável. Portanto eu pessoalmente defendo que se deve praticar o sexo (seguro) desde que duas pessoas se sintam atraidas uma pela outra, mesmo que não seja o marido ou mulher. Essa coisa de fidelidade ou traição, é coisa do passado, a pessoa deve gozar o sexo conforme quer e lhe apetece, temos liberdade também para isso. Eu afirmo que já fiz sexo com vários homens, um pelo menos é do meu trabalho, eu quiz, ele quiz e portanto nada tem de incorrecto. Passamos uns momentos de prazer e depois nada mais, cada um segue a sua vida. Se voltar a acontecer o mesmo e se nós tivermos dispostos a isso..porque não repetir!!! afinal foi bom.


De Luísa Castel-Branco a 8 de Fevereiro de 2008 às 18:02
Minha Cara,
A minha pergunta para si é a seguinte: concorda que o seu marido tenha o mesmo tipo de atitude, que também ele seja livre do conceito ultrapassado de fidelidade?
É que se a sua resposta é sim, então sejam felizes, mas se é não, talvez fosse bom parar para pensar!


De s a 7 de Fevereiro de 2008 às 16:15
Olá Luisa
È com um sorriso nos lábios que acabo de ler o seu post :)
Infelizmente ou felizmente, vejo-me nessas circunstancias que retrata aqui e bem...
Sou mãe duma linda menina de 2anos que me preenche o pouco tempo que estou com ela, já que como a maioria das mulheres trabalho .
Além disso ainda tenho de ser dona de casa,esposa e amante..ora desde que nasceu a minha filhota esse estatuto é uma autentica maratona.
Nunca descurei o meu aspecto fisico e fazer amor com o meu marido não é sacrificio, mas há que arranjar tempo....vontade existe mas confesso que ás vezes o cansaço vence-me.No entanto é bom despertar com um beijo, uma caricia na expectativa de ser uma linda noite de amor.
Isto sim tal como a Luisa fala é a vida real .



De Luísa Castel-Branco a 8 de Fevereiro de 2008 às 18:08
Pois é! E é também por isso que o Amor é um trabalho em construção diário e permanente.
Mas esse beijo, esse carinho, essa expectativa...é o que realmente importa!
O tempo passa a correr, e olhar para alguém e querer envelhecer ao lado dessa pessoa é a maior dadiva do mundo!
Um abraço e nunca desista!


De Helena Brito a 7 de Fevereiro de 2008 às 17:51
Boa Tarde.
Não venho aqui contar a minha vida sexual, nem nada que se pareça, embora não tenha nenhuns remorsos do que fiz até hoje. Afirmo que já fui para a cama, e não só na cama, com alguns homens. Sou casada, amo o meu marido, mas admito que já fiz sexo com outros sem ser o meu marido. Há coisas que não se conseguem controlar, nomeadamente o desejo sexual. Quando se sente atracção a ponto de haver contacto sexual...minhas amigas, nada á a fazer senão "levar com ele". De todas as vezes que o fiz, senti-me bem e realizada, e o sexo até é bem bom. Faz parte da nossa condição humana termos sexo. Uma das vezes, e esta foi a situação mais caricata e ao mesmo tempo estimulante, fiz sexo com um homem, no elevador do prédio dele, como a mulher dele estava em casa, e não podiamos dar nas vistas devido ao factor tempo, foi ali mesmo no elevador. Foi rápida mas boa e intensa. Depois, fomos calmamente a casa da mulher dele, e dele lógicamente para o aniversário do filho dele, que fazia 12 anos. Ainda hoje sou amiga da mulher dele, e nós continuamos amigos. O que se passou no elevador...já lá vai. Foi puro sexo, nada mais. E aconselho a todas as mulheres a experimentarem. Lá diz um grande ditado. "Podes arrepender-te do que fizes-te, mas não chores por algo que nunca fizes-te"


De Luísa Castel-Branco a 8 de Fevereiro de 2008 às 18:21
Helena,
Para si tenho a mesma pergunta que fiz num comentário anterior: E se o seu marido fizer a mesma coisa, também aceita?
Não faço julgamentos ao comportamento dos outros. Aliás, seria muito bom que todos nós nos lembrássemos da máxima: quem nunca pecou que atire a primeira pedra!
Contudo, não posso concordar com as suas afirmações sobre darmos seguimento a todos os impulsos que temos, sexuais ou outros.
Se a vida é para ser vivida assim, então estaríamos todos condenados a ser escravos das nossas necessidades, tal como o são os animais.
E onde fica o Amor no meio disto tudo?
Se ama o seu marido mas necessita ter sexo com outras pessoas, então já pensou no que vai acontecer quando já não tiver idade para ser sexualmente interessante?
Como vai lidar com a monotonia do casamento?
Se hoje não o consegue fazer, porque se gosta e aconselha o sexo por sexo é porque o sexo que faz por amor não é melhor, o que lhe resta para justificar uma vida a dois?
Chame-me antiquada, velha ou o que quiser. Mas a experimentação e o prazer pelo prazer tem lugar num determinado momento da nossa vida.
Depois vem as fundações daquilo que vai ser o nosso futuro, a nossa família .

Engraçado. Eu nunca viveria com um homem que tivesse esse tipo de comportamento.
Não por duvidar que ele me amasse, porque os homens sempre disseram que sexo e amor são coisas diferentes ( presumo que tal como você) mas porque quando me dou faço-o incondicionalmente e exijo o mesmo.

Como diz o poeta: "O amor não é eterno posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure".

Volte sempre, gostaria de saber mais sobre si.
Um abraço,


De Helena Brito a 12 de Fevereiro de 2008 às 11:40
Olá Srª Luisa.
Antes de mais, obrigado pela sua resposta.
Respondendo ao seu comentário, tenho a dizer que concordo se o meu marido fizer o mesmo. Visto que eu já o fiz. Efectivamente amor e sexo são coisas diferentes. Tal como disse amo e faço amor com o meu marido, mas sexo, sou livre de fazer com quem quiser. Por vezes não controlamos os nosso impulsos, e por mais que queiramos há sempre uma primeira vez que se "salta fora do penico" O sexo não pode ser considerado um tabu, nem ser alvo de descriminação ou coisa que se pareça. No meu caso aconteceu e pronto. Não é por isso que vou deixar a minha familia, o meu marido, ou o meu filho. Aliás, na altura afirmei que seria apenas sexo, sem nenhum compromisso mais sério. Sou da opinião, que quando se faz sexo com outra pessoa, isso por vezes até ajuda a consilidar a relação do casal. Talvez até sirva para quebrar a monotonia. Porque será que há tantos divórcios hoje em dia! e porque será que as pessoas são mais individualistas! As pessoas hoje em dia, já não gostam de estar "presas" a ninguem. Somos livres para tomarmos as atitudes que quisermos. Isto não quer dizer que me sinto presa ao meu marido, mas...o fazer sexo com outro homem, no meu caso, até serviu para "apimentar" mais a minha relação amorosa com o meu marido. Se ele faz o mesmo...não sei! mas também não o vou condenar por isso, sei que ele me ama, e que nunca até hoje me faltou com nada. Tal como vi num post acima, também concordo que a Fidelidade é coisa do século passado. As mentalidades estão mudar, e ainda bem.


De Luísa Castel-Branco a 14 de Fevereiro de 2008 às 00:08
Cara Helena,
Se calhar é geracional, não sei, mas continuo a ler as suas palavras e a não ser capaz de as compreender.
Ou explicando-me melhor, não consigo colocar-me na sua pele, e acredite que sei do que falo.
O sexo por sexo, sem amor é algo que não me estimula, e quanto a apimentar uma relação, também acredito que consigo resulte, mas não necessariamente com os outros.
Claro que a vida nos ensina muito. Hoje em dia, eu que sempre fui paladina da verdade total e absoluta entre um casal, se alguém me pede um conselho, como já aconteceu, para uma "escorregadela" e depois cheia de complexos de culpa quer ir a correr contar ao marido, dou comigo a aconselhar que pense duas vezes, se vale a pena por em causa um casamento/relação por algo de que se arrepende e não teve outras consequência senão a culpa.
Mas minha amiga, a fidelidade passou de moda porque dá trabalho, muito trabalho.
É dizer não a essa tal atracção física , é ser obrigado a equacionar na balança o quanto amamos alguém, e se vale a pena lutar por essa relação ou não.
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Cara Helena, <BR>Se calhar é geracional, não sei, mas continuo a ler as suas palavras e a não ser capaz de as compreender. <BR>Ou explicando-me melhor, não consigo colocar-me na sua pele, e acredite que sei do que falo. <BR>O sexo por sexo, sem amor é algo que não me estimula, e quanto a apimentar uma relação, também acredito que consigo resulte, mas não necessariamente com os outros. <BR>Claro que a vida nos ensina muito. Hoje em dia, eu que sempre fui paladina da verdade total e absoluta entre um casal, se alguém me pede um conselho, como já aconteceu, para uma "escorregadela" e depois cheia de complexos de culpa quer ir a correr contar ao marido, dou comigo a aconselhar que pense duas vezes, se vale a pena por em causa um casamento/relação por algo de que se arrepende e não teve outras consequência senão a culpa. <BR>Mas minha amiga, a fidelidade passou de moda porque dá trabalho, muito trabalho. <BR>É dizer não a essa tal atracção física , é ser obrigado a equacionar na balança o quanto amamos alguém, e se vale a pena lutar por essa relação ou não. <BR class=incorrect name="incorrect" <a>Contráriamente</A> ao que pensa, eu defendo que a fidelidade é a melhor forma de aferir o amor. <BR>Porque se constantemente a pessoa se sente tentada a estar com outro parceiro então deve equacionar o que faz na relação que tem. <BR>E ai, vem a necessidade de optar, mesmo que não por outra pessoa, mas apenas porque o amor acabou. <BR>Gosto de continuar a sentir e a imaginar que o amor é exclusivo, é a complementaridade no outro, é a verdade, se possível , sempre. <BR><BR>O difícil não é ser infiel, não é separa o amor do sexo. É sim olhar para dois como se fosse um, e olhar o futuro como uma construção diária e conjunta. <BR>Mesmo lutando contra a rotina, e a falta daquele sentimento que a descoberta de algo novo nos traz <BR><BR>Não encontre aqui qualquer tipo de julgamento. <BR>Fui julgada a vida inteira por seguir o meu caminho, e acredite que os tempos eram muito mais difíceis para nós mulheres. <BR><BR>Esta troca de palavras entre nós, é para mim o abrir a porta de outras realidades, mas sempre com o desenho profundo que seja feliz, que a vida lhe seja doce. <BR><BR>Volte sempre, <BR><BR>


De Cláudia Martins a 26 de Março de 2008 às 11:14
Olá Luisa,
Foi com bastante interesse que li o seu post e o da Sra. Helena Brito. Pena que só possa responder agora já tardiamente.
Devo dizer desde já que nunca traí, e sempre fui contra traições e infidelidades, e tal como a Luisa dou-me e dou tudo de mim ao meu marido e exijo o mesmo..mas! Ai o "mas"!! Recentemente revi uma pessoa (que já não via há alguns anos) por quem sempre senti algo que nunca consegui entender/definir muito bem o que era, e que nestes anos sempre me lembrei dele.
Foi momentos após o ver que percebi finalmente, o que sempre senti por ele! Não o amo, nem nunca o amei, nem quero passar com ele a minha vida, nem tão pouco me interessa a dele. Existe sim uma paixão incontrolável que se traduz(iu) num desejo de literalmente "saltar-lhe para cima"!
E amo o meu marido, o sexo é óptimo (também tenho os dias em que só me apetece é despaxar e toca a andar), mas sexualmente estou bastante satisfeita! Mas o "outro"...emana uma energia sobre mim...
Apesar do que sinto sei que nunca serei capaz de transpôr os limites por mim impostos que tracei quando iniciei a relação com o meu marido. Até porque acho que seria consumida por uma culpa mortífera por magoar alguém (ainda que o meu marido não soubesse) que amo e que sempre me deu tudo o que precisei afectivamente.

Um abraço.
Cláudia


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