Sábado, 19 de Abril de 2008

Outro caso de AVC. Mais uma história de luta!

Parabens,Luisa.
Gostei muito da entrevista que deu hoje na RTP, também eu tive um AVC, isto aconteceu á sete anos atrás, tinha eu 31 anos e dois filhos pequenos, um com 17 meses e outro com 6 aninhos. Graças adeus e a uma excelente equipa de médicos e profissionais, do Hospital Sao Teotonio de Viseu, e à minha querida MÃE .
Eram, 9.00h da manhã de sábado e como era hábito estava no meu local de trabalho, comecei a sentir umas pequenas tonturas e um pouco enjoada, pensei que era a falta da cafeina ( a minha droga, sem ela ainda hoje não consigo pensar, nem viver ). Passado uns minutos comecei a ter desiquilibrio e a vomitar, os meus colegas levaram-me logo de imediatamemte para as urgências. Dai mandaram-me para casa (ainda não sei porquê), como não tinha lá ninguem, fui para casa dos meus pais, passados umas horas como a minha mãe não viu melhoras nenhumas, comentou com o meu marido, ele então levou-me novamente ás urgencias do meu centro de saude, fui logo para o hospital de Viseu, ai sim, fui logo atendida pela excelente equipa de especialistas deste hospital. Durante este tempo  todo, não tinha noção do que se estava a passar, porque estava sempre a dormitar, algumas destas coisas foram me contadas outras fui-me lembrando aos poucos, mas nunca mais me irei esquecer da sensação de dependencia de terceiros e de incapacidade.Torna-se um pouco complicado, durante os primeiros dias precisar dos outros para andar, tomar banho, ir á casa de banho, comer, mas o que me fez sofrer mais, foi não poder ver os meus filhotes. Claro que fiquei com algumas sequelas, não a nivel fisico mas a nivel neurologico, com esquecimento, falta de concentração, a tal apatia, depressão, a mudança de presonalidade como mencionou e nunca ninguem me referiu. Apesar, disto tudo estou cá erei estar, foi graças a esta teimosia e o grande apoio dos meus filhotes, meu maridão, meu pai e aminha mãe(meu anjo da guarda) que vou continuar a chatiar e refilar com todos. 
Espero que com este testemunho as pessoas lutem para viver, porque por mais mal que estejamos á sempre alguem pior que nós e que lutam ainda mais, e, á sempre solução para todos os problemas menos para a morte, eu quero viver para ver os meus "terroristas" crescer e á tanta, mas tanta coisa para ver, para conhecer, para fazer que não se pode deixar de lutar.
Beijocas, Fátima.Sorriso Ícone Expressivo
Parabens,Luisa.
Gostei muito da entrevista que deu hoje na RTP, também eu tive um AVC, isto aconteceu á sete anos atrás, tinha eu 31 anos e dois filhos pequenos, um com 17 meses e outro com 6 aninhos. Graças adeus e a uma excelente equipa de médicos e profissionais, do Hospital Sao Teotonio de Viseu, e à minha querida MÃE .
Eram, 9.00h da manhã de sábado e como era hábito estava no meu local de trabalho, comecei a sentir umas pequenas tonturas e um pouco enjoada, pensei que era a falta da cafeina ( a minha droga, sem ela ainda hoje não consigo pensar, nem viver ). Passado uns minutos comecei a ter desiquilibrio e a vomitar, os meus colegas levaram-me logo de imediatamemte para as urgências. Dai mandaram-me para casa (ainda não sei porquê), como não tinha lá ninguem, fui para casa dos meus pais, passados umas horas como a minha mãe não viu melhoras nenhumas, comentou com o meu marido, ele então levou-me novamente ás urgencias do meu centro de saude, fui logo para o hospital de Viseu, ai sim, fui logo atendida pela excelente equipa de especialistas deste hospital. Durante este tempo  todo, não tinha noção do que se estava a passar, porque estava sempre a dormitar, algumas destas coisas foram me contadas outras fui-me lembrando aos poucos, mas nunca mais me irei esquecer da sensação de dependencia de terceiros e de incapacidade.Torna-se um pouco complicado, durante os primeiros dias precisar dos outros para andar, tomar banho, ir á casa de banho, comer, mas o que me fez sofrer mais, foi não poder ver os meus filhotes. Claro que fiquei com algumas sequelas, não a nivel fisico mas a nivel neurologico, com esquecimento, falta de concentração, a tal apatia, depressão, a mudança de presonalidade como mencionou e nunca ninguem me referiu. Apesar, disto tudo estou cá erei estar, foi graças a esta teimosia e o grande apoio dos meus filhotes, meu maridão, meu pai e aminha mãe(meu anjo da guarda) que vou continuar a chatiar e refilar com todos. 
Espero que com este testemunho as pessoas lutem para viver, porque por mais mal que estejamos á sempre alguem pior que nós e que lutam ainda mais, e, á sempre solução para todos os problemas menos para a morte, eu quero viver para ver os meus "terroristas" crescer e á tanta, mas tanta coisa para ver, para conhecer, para fazer que não se pode deixar de lutar.
Beijocas, Fátima.Sorriso Ícone ExpressivoRosa vermelha Ícone Expressivo
Fátima,
O seu texto não podia ser mais oportuno, depois do comentário que deixei à leitora acima.
Claro que sabemos que cada caso é um caso, mas a força é indispensável e o apoio da familia igualmente.
Reconheci-me em muitas das coisas que disse, e claro que ninguém nos fala das profundas alterações de personalidade com que poderemos ficar.
Mas, tal como a Fátima, o amor dos meus filhos foi a causa maior da minha força. E a minha neta que ia nascer!
Mas o amor do meu companheiro de vida foi o meu suporte incondicional.
Tudo de melhor para si, e sempre com essa força.
publicado por Luísa Castel-Branco às 22:01
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A familia e o doente de AVC

 
Boas tardes cara Luísa,
 
Sou uma mulher de 41 anos e tenho 2 filhos maravilhosos. O meu marido sofreu um AVC (hemorrágico) no dia 20 de Setembro de 2006.
Ao contrário do que é comum nestes casos sobreviveu, reforçando a minha fé e fazendo-me acreditar na vida.
Porque a situação económica permitiu e porque o meu marido investiu nisso, a recuperação motora foi excelente.
Infelizmente a recuperação psicológica/emocional não tem acompanhado a recuperação física...
Ficou sexualmente afectado e já sei que isso o impede de sentir-se feliz.
O problema tal como eu o vivo e sinto é de que começo a ter dificuldades de lidar com o pessimismo e a negatividade permanente que o meu marido tem com a vida e com o mundo que o rodeia.
Anda a ser acompanhado pelo psicólogo, sei que isto é demorado, mas a verdade é que me sinto cansada e muito gasta.
Sei por ele do seu programa na TV sobre AVC e de que foi focado o problema da família.
O meu filho mais novo diz que está farto do pessimismo do pai e a mais velha está muito revoltada pela sobrecarga a que tenho estado submetida.
Preciso de acreditar que ainda é possível sermos uma família feliz, mas a verdade é que neste momento preciso de uma ajudasita ”.
Obrigada pelo tempo que dispôs a ler este “desabafo”.
Um abraço e a minha admiração.
 
Minha Cara,
Não sei que idade tem o seu marido, e embora o AVC esteja hoje a atingir  pessoas cada vez mais novas, este é um dado importante para a nossa conversa.
Mas, partindo do principio que ele está em idade para uma vida activa sexual normal, então, é provável que o problema venha do foro psicológico , isto é, que seja uma consequência do AVC , juntamente com o tal pessimismo e negatividade que menciona.
Hoje em dia os médicos já reconhecem que após um AVC existe uma enorme incidência de casos de depressão.
E , uma vez passada esta fase, haverá que perceber o que  se alterou na personalidade.
Estando ele a ser seguido por um profissional desta área, parece-me que quem deveria recorrer a ajuda especializada era a minha amiga, e mais tarde, se possível , uma terapia familiar.
Quem passou por esta experiência sente revolta e medo. E não passa com os dias e os anos.
Não é justo mas vai necessitar de paciência e mais paciência e não hesite em recorrer a um técnico, porque se você se for abaixo, a casa desaba consigo!
Quer queiramos ou não é este o papel da mulher!
 
 
 
publicado por Luísa Castel-Branco às 21:41
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Quarta-feira, 16 de Abril de 2008

Resposta a um visitante sobre acessórios sexuais.

publicado por Luísa Castel-Branco às 11:01
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Vox pop - E viva Campo de Ourique e as histórias felizes!

Fui lá armada em esperta. A intenção era saberm se aquelas mulheres que ali trabalhavam no Mercado de Campo de Ourique tinham sequer sabido da comemoração do Dia Internacional da Mulher.

E não é que todas, apenas uma excepção, tinham recebido presentes, eram casadas há mais anos do que imaginamos que ainda existam casamentos em Lisboa ?!

Toma lá Luísa para aprenderes!

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