Terça-feira, 27 de Maio de 2008

Traições e infidelidades

 

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publicado por Luísa Castel-Branco às 10:46
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9 comentários:
De pindel a 27 de Maio de 2008 às 11:22
Olá D. Luisa Castelo Branco,
Antes de mais quero que saiba que a admiro muito antes de a ver aqui pela net.É sem dúvida uma grande senhora.
Gosto muito de ler o que escreve e ouvir o que tem a dizer sobre certos temas..Acho que o comentário que lhe mereceu o caso da D.Cláudia é tão correcto, só é pena que certos homens e algumas mulheres não achem o mesmo, pois assim não haveria tanta dor em certos corações. Para a maior parte dos homens e Pq. na minha opinião, são destituídos dos mais elementares valores morais, não ceder a um convite, paixão ou sei lá bem o quê, é por em causa a sua virilidade. Aliás para muitos a necessidade de enumerar conquistas é deveras incomodativa e nojenta


Um beijinho desta admiradora


De Luísa Castel-Branco a 27 de Maio de 2008 às 12:22
Um dia, num programa em directo na TV, um dos entrevistados à pergunta sobre o que pensava sobre a fidelidade , ele respondeu: Para mim é o nome de uma companhia de seguros!
E depois dissertou longamente sobre aquela tese fantástica de que os homens são diferentes das mulheres e a monogamia é para eles contra natura.
O que dizem agora os homens sobre as mulheres que pensam a mesma coisa que eles sempre pensaram?
São mulheres com poder económico , na sua maioria, e portanto com liberdade.
Por este andar, com dois divórcios em cada três casamentos antes do final de dois anos, pergunto-me o que vai ser de Portugal.
Um abraço.


De Filipe a 27 de Maio de 2008 às 21:36
Pois bem, a minha opinião em relação à traição e infidelidade é um bocado controversa, contudo, queria deixar bem claro que não sou a favor do assunto em causa.

Mas ora bem, eu acho que não devia de haver tal necessidade que quando há casamento, deve haver partilha (de tudo!) e principalmente falar do que se passa no dia-a-dia e se não houver confiança para isso, mas que raio de casamento?!

Por outro lado, penso que para haver traição, é porque algo está mal no casamento e aí, são precisos dois. Há que conversar sobre o assunto, tentar formas de superar esses problemas.

Mas quando se trai, como já foi dito, pode ser por uma mera enumeração de conquistas, como pode ser por uma carência, e como já discordaram comigo uma vez vou passar a explicar, eu quando falo em carência, falo em carência de afectos, atenção, etc. (o que a maioria diz é que a traição se deve à carência sexual... pois eu, em parte, discordo). Depois dessa carência de afectos, vem a carência sexual, e torna-se tudo numa autêntica bola de Neve.

Portanto, acho que sim é mais simples dizer não. Mas é aí que reside o segredo ;)

Quando ao facto dos divórcios, muitos homens e muitas mulheres pensam que o casamente~é para a vida, e tomam-no como garantido. Aos poucos deixa-se de oferecer um presente, de ir jantar fora, de ir ao cinema, etc. Até que o divórcio vem ao de cimo (e eu sou completamente a favor do divórcio), contudo, acho que há outra porta para além do divórcio, tentar fazer as coisas resultarem, que é para isso que existem conselheiros específicos (se isso não resultar, então...).

P.S. - Estiquem-me um pouco desta vez, mas como disse é um trema controverso, na minha opinião.

Cumprimentos, Filipe Marques


De Isa a 28 de Maio de 2008 às 12:50
Luisa
Depois de ouvir o seu comentário, apetecia-me tê-la como amiga, talvez mãe ou confidente.
Tem toda a razão, a paixão, o tal click acontece ao longo da vida com várias pessoas, em diversas ocasiões.
Mas há que saber distinguir o amor da paixão.E aí está o nosso maior desafio, porque amor sem respeito, e consideração pelo outro não vale nada.
Fácil é ceder, dificil é permanecer fiel a quem amamos e queremos partilhar a nossa vida.
Não importa se é para sempre ou não, nada na vida pode ser tomado como certo, mas enquanto durar que seja com dignidade.
Obrigada pelas suas palavras.
Ser especialista em coisa nenhuma é uma porta para ouvir e aconselhar quem "precisa"


De Luísa Castel-Branco a 28 de Maio de 2008 às 23:35
Isa, Obrigada eu pelas suas palavras. Ambas somos politicamente incorrectas para os tempos que correm!


De Rute a 20 de Junho de 2008 às 16:12
Só perdi a virgindade aos 31 porque sempre acreditei que deveria-se esperar pela pessoa certa. Como não era dada a muitos namoros também nunca me preocupei muito com sexo ou em perder a virgindade. Depois conheci um homem de 36, dizia ele ser responsável, honesto, trabalhador, blablabla, enfim, tudo o que uma mulher desejaria num homem. Quando soube que era virgem, até começámos a fazer planos para uma vida a dois e tudo. Dizia ele não ter pressas porque esperaria o tempo necessário até eu decidir se queria ou não ter relações. Soube esperar e continuar a manter a fachada de homem bom. Depois veio o dia de entrega. Não gostou. Não se satisfez e começou logo a encontrar pontas aqui e ali. O meu corpo não era bonito, era gorda, tinha que fazer isto e aquilo... Dois dias depois de ter tido o que queria acabou o namoro. Serviu de alguma coisa eu esperar pelo homem certo? Não! Descobri depois que ele afinal estava comigo porque queria ver e saber como era tirar a virginadade a uma mulher. Não era por amor que estava comigo e os planos para uma vida a dois serviam de engodo para eu cair na conversa dele. Nas minhas costas tinha outra namorada com quem frequentemente tinha relações por isso dizia não ter pressa comigo. Investiguei o passado dele e descobri que para além de me ter posto os cornos durante o namoro todo, tudo o que dizera sobre si era mentira. Era um trapalhão com um passado violento, cheio de dívidas e com muitas mentiras pregadas a todas quando tinham namorado com ele.
Valeu a pena esperar tanto? Não valeu e cheguei à conclusão que isso de a virgindade ser uma preciosidade è uma treta. A virgindade só atrapalha. Se não tivesse passado tantos anos a sonhar e à espera do príncipe encantado hoje não seria tão tímida e inexperiente como sou, com jovens de 18 anos a saberem mais do que eu. Hoje, não recearia tanto entregar-me ao meu novo namorado, homem já vivido, que se depara a cada dia que passa com uma adulta insegura e tímida, com medo de entregar-se e correr tão mal como da primeira vez, apesar das suas constantes palavras de conforto e amor. Não concordo que se comece aos 12 anos mas também não se deve esperar tanto como eu esperei. Se uma homen pode começar quando quer e, ser bem visto por ter muita experiência, o mesmo deveria ser aceite da parte de uma mulher. Uma mulher com muitos parceiros è mal vista mas uma adulta da minha idade só com um também não è nada bom. A inexperiênica de uma mulher só atrapalha.
Príncipes não há. Há a ilusão de que alguém vai ser especial mas esse especial também desaparecerá um dia e só ficará a realidade. No meu caso deparei-me com um namoro que considerava sério e seguro para ver-me só dois dias depois de ele ter consumado o seu acto machista. Não fiquei traumatizada com o facto. Triste, chocada mas não traumatizada ao ponto de não continuar com a minha vida ou de só chorar sobre o leite derramado. No entanto, cheguei à conclusão de que isso de virigindade não devia existir. Isso è algo que só aprisiona a mulher e a torna alvo de cabrões como o que conheci. Se os homens não se "requerem" virgens quando começam um namoro, então o mesmo deveria ser dito das mulheres. Se antes prezava essa "preciosidade" que a natureza me deu à nascença, depois passei a odiá-la com todas as minhas forças. È um entrave essa coisa da virgindade!


De Adoa a 26 de Junho de 2008 às 15:27
Rute, desculpe o comentário...

Na realidade dá-se demasiada importância a isso de virgindade e pode crer que na sexualidade as mulheres ainda temos muito que fazer, muitos soutiens que queimar, muito que gritar.

Tenho pena do que lhe aconteceu. Sei que se sentirá algo como violada.

Espero que consiga ultrapassar depressa o que aconteceu...


De Adoa a 26 de Junho de 2008 às 16:00
Traições...

Estou cada vez mais a pensar se isso na realidade existe.

Quando duas pessoas se amam e são felizes, etc. para que complicam tudo ao deitar tudo a perder??? Só por um bocado de sexo? Por outra emoção diferente? Valerá a pena toda a culpa que sentirá depois? (Isto se sentir culpa...)

Há valores bem mais grandiosos que se calhar vale a pena preservar...

No entanto se sentimos desejo sexual por mais do que várias pessoas o que será que isso nos quer dizer? Que os nossos instintos animais não estão assim tão controlados ou que o ser humano é afinal um animal que pode ter vários parceiros sexuais e só por uma questão moral, ética, hipócrita , social.

Se calhar a monogamia "imposta" é que complica o não complicado.

Não vejo como má a poligamia, provavelmente não a quereria para mim... penso é que talvez num futuro não muito distante e para sobrevivência da espécie humana, teremos de colocar-nos muito a sério esta e outras questões.

Cada vez temos os filhos mais tarde, não há tempo nem dinheiro para ter os filhos, muitos casais são inférteis... O trabalho não é muito compatível com a família, muitas escolhas têm de ser feitas neste campo...



Há tantas crianças abandonadas, muitas delas provavelmente seria essa a sua sorte, pois com os pais que têm... só deus sabe o que passam. Mas claro, se os pais não são felizes, como poderão sê-lo os seus filhos?

Outra questão é o ambiente, com o planeta a ser tão destruido , como ter filhos sem pensar no futuro que está à porta.

Se calhar a grande questão é que o ser humano não é tão evoluido como nós queremos pensar que é.
Ainda somos abanados por ciúmes que não fazem sentido ou que têm-nos a nós como principais culpados. Somos egoístas e territoriais, por isso temos de possuir quem Amamos.

Não tenho certezas... apenas levanto estas questões porque me interessa conhecer mais o meu eu e os eus do Mundo


De Adoa a 26 de Junho de 2008 às 16:50
A verdadeira traição existe quando não seguimos os nossos sentimentos, quando nos esquecemos de quem somos e daos facadas aos nossos princípios.
Com essas traições devíamos todos preocupar-nos.
Essas de que fala não são tão importantes...


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