Domingo, 29 de Junho de 2008

Estamos aqui para a ajudar!

Ana disse sobre Será que una boa relação sexual vale tudo? no Sábado, 28 de Junho de 2008 às 00:22:


 

     

 

Boa noite Dª Luisa
Após não ter vindo aqui durante uns dois dias, fiquei bastante sensibilizada com o seu comentário, assim como com os outros que foram deixados e que li com muita atenção e agradeço também desde já.
Tudo o que li é tudo aquilo que eu penso, mas que faltava a coragem para fazer, digo faltava porque penso que hoje tive o ultimo "combate".
Faltava o Vosso empurrão, estou aqui a chorar baba e ranho e espero que consiga, que tenha forças para que tenha sido mesmo o ultimo.
Tenho vivido estes últimos tempos a tomar o que chamo comprimidos de paciência assim que pressinto que vamos discutir e cada vez mais sinto que me falta a memoria presente, estou com saudades dele e ainda não passou nem uma hora :(
Vou.me deitar obrigada e desculpe
Ana

 

Querida Ana,

Se todos nós, aqui neste cantinho fomos de alguma forma úteis para si, então bem haja a Net, os Blogs e a comunidade virtual!

É normal que esteja a chorar, que sinta um buraco no estômago e que tenha dormido mesmo muito mal.

É natural que estenda o braço e espere encontrar o corpo dele, o cheiro dele e de repente abra os olhos e se depare com a realidade.

Mas minha querida, se quiser ser verdadeira consigo mesma, só tem que se recordar dos muitos momentos em que esse homem a deitou a baixo, lhe retirou algo em vez de lhe dar.

Isso não é amor e a Ana merece mais, muito mais!

Depois, chorar faz bem. Limpa-nos a alma e não há razão para ter vergonha.

Como também não deve ter vergonha de se sentir completamente infeliz e perdida nos próximos tempos.

Mas, olhe para si ao espelho e veja quem é. Veja as marcas que ele lhe deixou porque quando nos magoam fica-nos registado no rosto e no coração.

Não desista e não se contente com pouco.

Venha a este cantinho que todos nós esperamos por si.

Um grande abraço,

 

Luísa

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publicado por Luísa Castel-Branco às 10:02
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De Sofia N. a 10 de Julho de 2008 às 15:02
Caríssima Ana e Sr.ª D. Luísa,

Tenho uma história tão similar á sua que até me vieram as lágrimas aos olhos de ler o seu depoimento.
Vivi uma relação complicada, da qual surgiu a coisa mais linda da minha vida, o meu, pinguim com 20 meses neste momento.
Juntei-me com uma pessoa que me pareceu ser tudo o que queria num homem, conhecendo os seus defeitos e virtudes, mas desconhecendo uma barreira enorme, uma depressão de longa data, latente e prestes a explodir! Vivi uma fase muito complicada, na qual pensava em terminar a relação, pois nestes momentos de lucidez, percebia que não iria funcionar dentro daqueles moldes. Havia outros em que, através dos comprimidos da paciência , conseguia viver assim. Até que chegou o pior dia da minha vida, o dia em que perdi a paciência para o meu filho, na altura ainda bebé de colo! Consegui, capacidade inata e inútil na mulher, tem uma réstia de esperança e dei o meu tudo por tudo. Fiz das tripas coração para que aquele casamento funcionasse. Pus-me a mim de lado, suportei determinadas coisas, mas infelizmente o esforço foi só do meu lado. No outro lado não houve feedback algum! Confesso que demorei uns tempos a interiorizar que não iria funcionar, foi difícil , chorei "baba e ranho" como diz a D. Ana, estava perfeitamente incontrolável as crises de choro. Mas houve um dia em que pus o meu coração de lado e tomei a decisão comuniquei-lha e assim terminou um casamento. Eu digo que pus o coração de lado porque eu sempre amei aquele homem, e ainda hoje amo. Mas simplesmente não somos compatíveis , discutíamos constantemente, dizíamos coisas muito pouco agradáveis! Tudo isso marca e bem a nossa alma e o físico
Caríssima Ana, eu divorciei-me do homem que eu amo, do qual tinha uma dependência económica elevada e, claro, pai do meu filho. Só custa os primeiros dias, em que bate a saudade. Depois começa a crescer dentro de si um furacão de força e auto-estima e a D. Ana vai-se aperceber que de facto, não precisava do seu marido para nada, muito menos para ser feliz! Os dias vão passando, a ferida vai fechando aos bocadinhos muito pequenininhos, mas ela fecha!
Nunca pense que não é capaz de viver sem ele pois isso é o seu maior erro e a maior esperança dele! Todas somos capazes de tudo D. Ana, desde o mais belo, ao mais monstruoso. Avance sem medos e vai ver que é muito mais fácil do que se imagina!
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Caríssima Ana e Sr.ª D. Luísa, <BR><BR>Tenho uma história tão similar á sua que até me vieram as lágrimas aos olhos de ler o seu depoimento. <BR>Vivi uma relação complicada, da qual surgiu a coisa mais linda da minha vida, o meu, pinguim com 20 meses neste momento. <BR>Juntei-me com uma pessoa que me pareceu ser tudo o que queria num homem, conhecendo os seus defeitos e virtudes, mas desconhecendo uma barreira enorme, uma depressão de longa data, latente e prestes a explodir! Vivi uma fase muito complicada, na qual pensava em terminar a relação, pois nestes momentos de lucidez, percebia que não iria funcionar dentro daqueles moldes. Havia outros em que, através dos comprimidos da paciência , conseguia viver assim. Até que chegou o pior dia da minha vida, o dia em que perdi a paciência para o meu filho, na altura ainda bebé de colo! Consegui, capacidade inata e inútil na mulher, tem uma réstia de esperança e dei o meu tudo por tudo. Fiz das tripas coração para que aquele casamento funcionasse. Pus-me a mim de lado, suportei determinadas coisas, mas infelizmente o esforço foi só do meu lado. No outro lado não houve feedback algum! Confesso que demorei uns tempos a interiorizar que não iria funcionar, foi difícil , chorei "baba e ranho" como diz a D. Ana, estava perfeitamente incontrolável as crises de choro. Mas houve um dia em que pus o meu coração de lado e tomei a decisão comuniquei-lha e assim terminou um casamento. Eu digo que pus o coração de lado porque eu sempre amei aquele homem, e ainda hoje amo. Mas simplesmente não somos compatíveis , discutíamos constantemente, dizíamos coisas muito pouco agradáveis! Tudo isso marca e bem a nossa alma e o físico <BR>Caríssima Ana, eu divorciei-me do homem que eu amo, do qual tinha uma dependência económica elevada e, claro, pai do meu filho. Só custa os primeiros dias, em que bate a saudade. Depois começa a crescer dentro de si um furacão de força e auto-estima e a D. Ana vai-se aperceber que de facto, não precisava do seu marido para nada, muito menos para ser feliz! Os dias vão passando, a ferida vai fechando aos bocadinhos muito pequenininhos, mas ela fecha! <BR>Nunca pense que não é capaz de viver sem ele pois isso é o seu maior erro e a maior esperança dele! Todas somos capazes de tudo D. Ana, desde o mais belo, ao mais monstruoso. Avance sem medos e vai ver que é muito mais fácil do que se imagina! <BR><BR class=incorrect name="incorrect" <a>ÁHH</A> !!! A propósito, estou curiosa com a sua idade, será que era demasiada indiscrição saber esse número? Eu no momento tenho 27, estou separada á 5 meses! <BR><BR>Cumprimentos para todas e todos, e um abraço sentido de compaixão para a D. Ana!


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