Domingo, 18 de Novembro de 2007

Também eu "escrevo" muitas vezes na minha mente

Antes de mais queria felicitá-la pela sua escrita, que eu muito admiro.
Adoro ler as várias reflexões que faz sobre a vida.
Também eu “escrevo” muitas na minha mente.
Estou constantemente a ser bombardeada por pensamentos, comentários críticos a estados de alma, … mas não tenho tempo para os compilar embora diga para mim mesma que o vou fazer em breve.
Os seus textos assemelham-se muito aos “meus” no que respeita à forma de sentir a vida embora tenhamos a diferença de uma geração (tenho 38, podia ser sua filha).
Contudo, a maioria das vezes, digo para mim própria: não podia corresponder melhor ao meu pensamento sobre este tema.
Esta Senhora parece ler-me o pensamento.
 
Bjs
Paula Pereira
 
 
 
Caríssima Paula,
 
Muito obrigada pelas suas palavras.
Pode não acreditar mas sabe sempre bem receber um elogio quando diz respeito ao nosso trabalho e ainda mais, quando respeita a esta parte tão íntima, tão secreta da nossa vida, que são as palavras que “escrevemos” dentro do nosso coração.
Tal como a Paula, também eu sempre o fiz, desde muito nova e desde o primeiro dia que pude publicar um texto meu, já lá vão tantos, tantos anos, até hoje, sinto sempre como se tivesse deixado um pedaço de mim no papel.
 
 Hoje com a experiência que tenho em televisão e rádio, posso afiançar-lhe que o poder da palavra, escrita, impressa, é muito mais forte e poderoso.
 
Mas a parte mais importante da escrita é aquela que fazemos para ninguém, isto é, só para nós mesmas.
Deve pratica-lo.
Compre um caderno, aqueles que nos apaixonamos mesmo que não sirva para nada, e surpreenda-se a deixar correr as palavras sem pensar duas vezes.
Ou se for como eu, que não consigo ler a minha própria letra e só escrevo em computador , faça exactamente o mesmo, deixe fluir as palavras, que pouco a pouco vão construindo por milagre, frases e mais frases até o branco da folha desaparecer.
 
Não se preocupe com a qualidade.
A única coisa que realmente conta é a liberdade de expressarmos o que nos vai na alma, nesta intimidade fechada ao mundo.
 
E não deite fora nada, absolutamente nada do que escrever.
Porque as palavras, são como um bom vinho, ganham com o tempo e mostram-nos quem fomos, naquele dia e aquela hora.
 
Um grande beijo para si e espero vê-a por aqui, neste mundo virtual que nos dá uma liberdade fantástica.
 
 
publicado por Luísa Castel-Branco às 11:10
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1 comentário:
De Sofia Diniz a 11 de Julho de 2008 às 15:56
Curioso ler estas reflexões, experiências de vida e escrita, nas quais me identifico plenamente. Também eu ao longo do tempo tenho vindo a ser assolada pelos mais variados pensamentos que até a pouco tempo não punha por escrito, e que se esvairam no espaço! com muita pena minha...porque passados não consigo recordar-me exactamente do que espontãneamente surgiu.
Actualmente escrevo, sem nexo ou sentido, transmito para o papel o que me vai na alma! no cantinho mais encantador do nosso ser, só nosso!
O acto de escrever liberta-nos, faz-nos sentir plenos de liberdade. Faz-nos sentir realmente o que somos, compreender os momentos e os sentimentos que nos vão trespassando a vida.
Mas a sensação mais soberba é a involuntariedade de como surgem as palavras, as frases a construção do texto, que depois de lido até faz algum sentido e tem algum nexo! è uma aventura gratificante e extremamente enriquecedora.

Adorei conhecer este espaço de encontro de experiências, de vida e da realidade que muitas vezes parece que não será bem assim para todos, mas que afinal....não estamos sós.
Muitos parabéns Luisa
Beijo Sofia


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